Vice-governador adere a beirutaço por tradicional lanchonete de SP

Frequentador assíduo do Frevo, Guilherme Afif Domingos defende "símbolo" de sua geração

Nara Alves, iG São Paulo |

No próximo sábado, dia 18 de junho, amantes de pão com presunto, queijo, tomate, alface e ovo - conhecido em São Paulo como beirute americano - estarão reunidos diante do Frevo, um tradicional restaurante na região dos Jardins, na capital paulista. Apelidado de “beirutaço”, a reunião pretende ser um ato de resistência pela manutenção do Frevo na rua Oscar Freire com a rua Augusta, uma das esquinas mais valorizadas da cidade. O prédio de seis andares onde está o restaurante foi vendido a um grupo estrangeiro e frequentadores temem que o estabelecimento, que funciona no local desde 1956, tenha de fechar as portas.

Se depender de fregueses como o vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, o Frevo ficará exatamente onde está. Aos 67 anos, Afif classifica o restaurante como "símbolo" de sua geração. Às vésperas da criação oficial do PSD, o vice-governador diz que não poderá estar fisicamente presente no beirutaço, mas que apoia a causa "de corpo e alma".

AE
Afif: beirute do Frevo o médico aprova
Nesta terça-feira, ele conversou com a reportagem do iG sobre sua infância e adolescência ao sabor do "melhor beirute do mundo", como dizem os fãs do Frevo. Leia os principais trechos da entrevista.

iG - Desde quando o senhor frequenta o Frevo?

Afif Domingos - Eu nasci no interior e me mudei para São Paulo na década de 50. O Frevo é de 1956, eu tinha uns 13 anos. Passei toda a minha infância naquela região. A adolescência também. O Cine Paulista era o point, ao lado tinha o Hot Dog. Não existem mais.

iG - O senhor vai aderir ao "beirutaço"?

Afif Domingos - Não sei se poderei estar lá fisicamente, acho que terei de viajar. Mas estarei lá de corpo e alma. Dou meu total apoio à causa. O Frevo é um dos símbolos da minha geração. E está sendo fechado. É uma dor no coração da minha geração.

iG - Então o senhor apoia a permanência do restaurante naquele local?

Afif Domingos - Queria ver se não dava para construir o prédio e ao mesmo tempo manter o restaurante. Se puder achar um meio termo, deixar uma portinha ali para o restaurante... Mas não parar de funcionar durante as obras é importante.

iG - O senhor chegou a falar com o Roberto Frizzo ( proprietário do Frevo e vice-presidente e diretor de futebol do Palmeiras ) sobre isso?

Afif Domingos - Não, com ele não. Eu comentei com o Beto Ranieri ( empresário dono de estabelecimentos na mesma região ), conversamos sobre isso. Só.

iG - A especulação imobiliária...

Afif Domingos - Eu não quero atrapalhar o empreendimento imobiliário. É a evolução natural. Não sou contra o empreendimento. Mas se puderem entrar em contato, seria bom. Mas não adianta me mandar para o shopping porque não tem o mesmo gosto.

iG - Com que frequência o senhor vai hoje ao Frevo?

Afif Domingos - Eu ia uma vez por semana. Meus filhos vão muito lá. Peço o beirute americano. O tradicional. Presunto, queijo, tomate, alface e ovo.

iG - O que seu médico diz sobre essa combinação?

Afif Domingos - No Frevo não faz mal. O médico aprova.

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