Vanessa sofreu violência sexual e morreu asfixiada, aponta laudo

Polícia divulga retrato falado do segundo suspeito de matar a coordenadora de vendas

Márcio Apolinário, iG São Paulo |

Reprodução
Restrato falado do segundo suspeito de ter matado a coordenadora de vendas Vanessa Duarte
A coordenadora de vendas Vanessa Duarte, de 25 anos, foi morta no sábado, por volta das 10h30, por asfixia causada por um absorvente íntimo introduzido em sua garganta. É o que aponta o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) de Cotia, na Grande São Paulo, divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira. Segundo o documento, a jovem também sofreu violência sexual e teve traumatismo craniano.

De acordo com a polícia, ela foi encontrada apenas de calcinha e sutiã com hematomas nos joelhos, nas coxas, nádegas, braço e pescoço. "A situação em que ela foi encontrada foi bárbara, violenta e ultrajante", relatou o delegado Zacarias Tadros, responsável pelo caso.

Além dos ferimentos, Vanessa também apresentava uma queimadura na região lombar. Segundo a perícia, Vanessa já estaria morta quando sofreu esta queimadura na parte inferior das costas.

Os dois acusados pela morte de Vanessa já foram identificados e a polícia está a procura deles. Ainda na manhã desta quinta-feira, a polícia divulgou o retrato falado do segundo acusado pela morte, que seria o condutor do carro. Para o delegado, um dos dois homens possuía alguma proximidade com a vítima. Na última terça, a polícia já havia divulgado o tratato falado de um dos suspeitos .

Depoimentos

A políca ouviu novamente nesta tarde algumas pessoas próximas a Vanessa para tentar saber mais informações sobre o cotidiano da vítima. Por cerca de 2h, irmã gêmea de Vanessa, Valéria Duarte, o noivo da vítima, Luiz Vanderlei de Oliveira, e o cunhado, Alex Veras da Silva, estiveram no setor de homicídios da delecagia de Carapicuíba para prestar depoimento.

O caso

O corpo da coordenadora de vendas foi encontrado no domingo, no km 41,5 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, Grande São Paulo. Ela estava desaparecida desde que saiu da casa do noivo, em Barueri, também na região metropolitana, às 8 horas de sábado, para encontrar suas amigas e irem juntas a um curso de maquiagem, mas não chegou ao local combinado. O corpo foi achado no meio da mata, seminu e apresentando sinais de violência. Próximo ao corpo foram encontrados um preservativo e duas embalagens vazias.

Na mesma manhã, as amigas estranharam a demora e tentaram achá-la. Um policial militar e dois amigos da coordenadora decidiram realizar buscas por contra própria. O carro que a jovem usava foi encontrado abandonado em Vargem Grande Paulista, também na Grande São Paulo, pela Polícia Militar. Uma moradora da região disse que viu quando o veículo foi deixado no local por um homem.

Segundo o noivo, Luiz Vanderlei de Oliveira, ele não havia estranhado o fato do telefone de Vanessa estar desligado. “Liguei e já deu caixa postal. Mas como eu não sabia de nada achei normal. Imaginei que ela deveria estar na aula e desligou o celular. Depois, as amigas disseram que ligaram para ela 9h20 e o celular estava desligado. Elas acharam estranho e depois de um tempo chamaram a polícia.”

De acordo com o relato do irmão, Danilo Duarte, a família da jovem estava em Curitiba, em um casamento de uma das primas de Vanessa, e ficaram sabendo da notícia por meio da polícia. “Todo mundo estava no Sul, e o noivo dela tinha emprestado o carro pra ela ir ao curso. No final da tarde, ele recebeu um telefonema da polícia dizendo que o carro dele havia sido encontrado com indícios de incêndio e abandonado em uma rodovia.”

Quando os policiais militares encontraram o veículo, havia um princípio de incêndio no banco do motorista. O fogo foi controlado pelos próprios soldados da PM. Dentro do carro, foi encontrada uma bolsa e havia também vestígios de sangue. O corpo de Vanessa foi encontrado em um matagal, próximo ao local de onde estava o carro.


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