Um em cada três relógios de rua em São Paulo está apagado

Apagão nos relógios de rua espalhados pela capital paulista tem histórico de problemas

Márcio Apolinário, iG São Paulo |

Márcio Apolinário/iG
Relógio apagado na avenida Nove de Julho
O problema com os relógios de rua persiste há mais de um ano na cidade de São Paulo. Hoje, um em cada três relógios de rua da capital paulista está apagado, de acordo com Fabrício Guimarães, diretor da Bulldogue Mídia Exterior, empresa responsável, desde o início de agosto de 2010, pela manutenção dos relógios. Dos 295 equipamentos que mostram hora e temperatura na capital, 102 não estão funcionando.

De acordo com o Guimarães, ao menos 22 desses relógios estão apagados por conta de raios e oscilação de energia, causados pelas fortes chuvas que atingiram a capital neste início de ano. "Durante janeiro e fevereiro nós tivemos um número recorde de raios na cidade. Como os relógios ficam expostos, eles fazem papel de para-raio, o que causou danos em boa parte deles. Em outros casos, quando há queda de energia, a força voltava com muita carga elétrica, o que causou a pane total".

Além destes equipamentos com problemas causados por conta da chuva, a maioria dos relógios está apagada por conta de um entrave que acontece com a prefeitura, segundo Guimarães. "Esses 80 equipamentos restante apresentam problemas que fogem da nossa responsabilidade. São relógios que estão com problema na infraestrutura na via, onde não podemos mexer. Muitos deles estão com a fiação rompida na base, que fica embaixo do nível da rua, e, para fazer a manutenção, precisamos do auxílio da prefeitura. Estamos tentando uma resposta sobre como devemos prosseguir, mas não tivemos nenhuma posição. Estamos engessados".

Histórico

Ter os relógios apagados em São Paulo virou rotina há mais de um ano, quando expirou o contrato da prefeitura com a empresa que prestava serviço. No início de fevereiro de 2010, a prefeitura afirmou que assumiria o conserto e manutenção dos equipamentos. Ao perceber que não seria viável, realizou uma licitação emergencial para colocar em funcionamento 140 dos 300 relógios. Mais da metade ainda permaneceria sem funcionar. Uma nova licitação foi feita e, em agosto, a Bulldogue assumiu a responsabilidade dos equipamentos.

Durante a gestão da nova empresa, ainda não houve o pleno funcionamento deles. "Antes de assumirmos, a prefeitura havia colocado outra empresa para cuidar dos relógios. Os reparos deveriam ter sido feitos em 140 peças, mas só 100 delas foram entregues em funcionamento. Não contávamos com esse problema, e isso atrasou completamente nosso plano de colocar todos os relógios da cidade para funcionar em até 30 dias", justificou o diretor, na época.

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