Um ano após tragédia, São Luiz do Paraitinga comemora tombamento

Aprovado no último dia 9 pelo Iphan, tombamento é 'um marco no processo de reconstrução' da cidade

Agência Brasil |

A cidade de São Luiz do Paratinga (SP), a 180 quilômetros de São Paulo, está comemorando esta tarde (19) o tombamento do centro histórico, aprovado no último dia 9 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A expectativa é que cerca de mil pessoas participem da festa, que conta com apresentações de artistas locais e espetáculos folclóricos, como congadas e cortejo dos bonecos gigantes.

A celebração é “um marco no processo de reconstrução” da cidade, segundo a chefe da representação regional do Ministério da Cultura em São Paulo, Cecília Garçoni, em entrevista à Agência Brasil . Na virada do ano de 2009 para 2010, o Rio Paraitinga transbordou por causa das chuvas fortes e destruiu grande parte do município, incluindo o centro histórico.

Um ano após a tragédia, Cecília garante que a situação está bem melhor. Segundo ela, “a cidade está de pé e funcionando”, apesar das marcas ainda visíveis da enchente. Mesmo assim, Cecília reconhece que o processo de recuperação ainda está longe de acabar.

A poucos minutos do início dos festejos, o organizador do evento, o cineasta Vicentino Gomes, contou que o clima é de animação. O dia está ensolarado e o calor beirou os 30 graus Celsius no fim da manhã. “Estão todos empolgados aqui, porque o evento é só com artistas da cidade e com músicas e folclore tradicionais”.

Para Gomes, o esforço para reerguer a cidade, encravada na Serra do Mar, sempre foi maior que a tristeza causada pela inundação. De acordo com ele, os moradores “estão unidos e trabalhando com muita disposição e vontade”.

Segundo o Iphan, a comemoração pretende chamar a atenção para o potencial turístico da cidade, conhecida pelo carnaval de marchinhas tradicionais e bonecos gigantes. O evento começou no início da tarde com um cortejo e deve terminar às 19h, com uma missa campal na estrutura da Igreja Matriz, arruinada pela enchente.

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