Travesti de 43 anos foi detido, em SP, por suspeita de injetar silicone líquido em outro travesti, de 22 anos, que sofreu embolia

Policiais do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo prenderam, na terça-feira, o travesti F.G., de 43 anos, suspeito de causar a morte do também travesti G.G.M, de 22 anos, conhecido como "Shelley", após aplicar-lhe silicone líquido.

F.G é conhecido como Elba e, segundo o delegado Arlindo José Negrão Vaz, assistente do DHPP, ele é de pernambuco e trabalhava na capital paulista hospedando travestis. A prisão ocorreu no Cambuci, região central da cidade.

Conforme informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o silicone líquido aplicado nos seios e nádegas do travesti causou o entupimento dos vasos sanguíneos, resultando em uma embolia pulmonar, que culminou com sua morte em dezembro de 2010.

Quando registrou Boletim de Ocorrência (BO), a mãe da vítima, uma auxiliar de serviços gerais, de 44 anos, afirmou que visitou o filho poucos dias antes dele morrer e que ele morava sozinho. Depois, disse que ele a procurou dizendo que estava passando mal por ter tomado vários analgésicos para se livrar de dores.

Ele teria tido uma parada cardíaca no mesmo dia. "Shelley' chegou a ser socorrido ao Hospital Geral de Vila Penteado, na Freguesia do Ó, na zona norte, mas não resistiu.

À época, o caso foi registrado no 28º DP como morte suspeita. O travesti Elba deve ser indiciado por homicídio doloso (quando há a intenção) já que, para a polícia, ele sabia dos riscos dos procedimentos que fazia. Outros travestis também já teriam passado pela aplicação no próprio apartamento de Elba.

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