'Todos devem saber que ele tinha intenção de matar', diz advogado da família de Eloá

Ademar Gomes quer que ao final do primeiro dia de julgamento, as pessoas saibam que a morte da adolescente não foi acidental

Fernanda Simas, iG São Paulo |

Diogo Moreira/Futura Press
Ana Cristina, mãe de Eloá, e o advogado da família, Ademar Gomes
Ademar Gomes, advogado da família de Eloá Pimentel, disse nesta segunda-feira (13) no Fórum de Santo André, que todos devem sair do julgamento com a certeza de que Lindemberg Alves tinha intenção de matar a ex-namorada.

Para o advogado, as pessoas devem ter “ideia mais fixa na cabeça” de que Lindemberg queria matar Eloá e que não foi um acidente.

De acordo com Gomes, o depoimento da amiga Nayara Rodrigues confirma a tese da intenção de matar e descarta a hipótese de acidente.

Nayara afirmou, em seu depoimento, que Lindemberg apontava a arma para Eloá a todo momento.

O advogado também disse que Nayara relatou o momento em que Lindemberg atirou contra os policiais pela janela e depois voltou para elas, deu risada, e disse que estava no comando da situação.

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Testemunhas

As testemunhas de acusação arroladas ao processo são: Vitor Lopes de Campos e Iago Vilera de Oliveira (amigos de Eloá que foram mantidos reféns no primeiro dia), Nayara Rodrigues (mantida em cárcere privado com Eloá e também baleada no rosto), o sargento da Polícia Militar Atos Antônio Valeriano (pela tentativa de homicídio que sofreu) e Ronickson Pimentel dos Santos (irmão mais velho de Eloá e era amigo do réu). Para a promotoria, este último é peça fundamental para a construção do perfil do réu considerado “manipulador, violento e possessivo”. Esses depoimentos estão confirmados.

Entre as testemunhas de defesa, estavam cinco jornalistas de emissoras de televisão, mas alguns foram dispensados. Ainda estão previstos para falar os jornalistas da TV Bandeirantes Márcio Campos e Rodrigo Hidalgo.

Peritos e policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), que atuaram nas negociações e resgate, também estão entre os convocados pela defesa. São eles: Marcos Antônio Assumpção Cabello (advogado e também participou das negociações); Dairse Aparecida Pereira Lopes (perita que realizou a reconstituição do crime); Hélio Rodrigues Racciotti (perito); Sérgio Luditza (delegado que presidiu o inquérito); Adriano Giovanini (negociador do Gate) e Paulo Sérgio Squiavo (tenente do Gate).

Júri

Ao final do primeiro dia de julgamento, os sete jurados escolhidos são levados para um hotel na região. Os quartos, que já passaram por vistorias da Polícia Militar, não possuem pontos de internet, televisores ou telefone. Um oficial de Justiça acompanhará a estadia de cada jurado para evitar qualquer comunicação com o meio externo.

Julgamento

Não há um tempo limite para os depoimentos. Após esse período, Lindemberg será convidado a falar. Ele tem o direito de ficar em silêncio, mas segundo sua advoada, irá dar sua verão dos fatos. Depois disso, serão iniciados os debates entre promotoria e defesa – cada parte terá 1h30 para defender suas teses. “Se necessário, a promotoria tem direito há uma réplica de 1h”, explica Daniela.

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