TJ suspende bloqueio de bens de Roger Abdelmassih

O médico Roger Abdelmassih é acusado de ter cometido crimes sexuais contra ex-pacientes

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu por maioria de votos a cassação dos bens do médico Roger Abdelmassih, acusado de estuprar 56 clientes de sua clínica de reprodução assistida, localizada em uma região nobre da cidade de São Paulo. A decisão é da última terça-feira (14).

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Roger Abdelmassih (16/04/2010)
Abdelmassih foi acusado pelo Ministério Público, indiciado pela polícia em junho de 2009 e preso em agosto do ano passado. Em dezembro de 2009, ele foi solto por meio de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O TJ-SP atendeu recurso do médico contra liminar da juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34ª Vara Cível da capital, que determinou a indisponibilidade dos bens e imóveis e o bloqueio das aplicações financeiras do acusado. O pedido foi feito pela Promotoria de Defesa do Consumidor.

Segundo o advogado do médico Flávio Yarshell, o TJ-SP reconheceu a impossibilidade do Ministério Público de defender direitos 'homogêneos' em uma ação civil pública. "As mulheres prejudicadas teriam de provar tudo o que disseram na ação coletiva, em ações individuais", afirmou.

O caso

Em junho de 2009, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo delas durante os atendimentos.

As vítimas disseram ter surpreendido o médico tocando-as quando começavam a despertar dos efeitos da anestesia que recebiam para os procedimentos de extração ou de implantação de óvulos.

Abdelmassih nega as denúncias e alega que em todos seus procedimentos eram acompanhados por enfermeiras e atribui as acusações a alucinações sofridas pelas pacientes pelos efeitos da anestesia.

* Com informações iG São Paulo

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