Testemunha diz que suspeito pela morte de Vanessa assumiu o crime

Edson Bezerra Gouveia teria se escondido na casa de um parente logo após o assassinato e está foragido desde sexta-feira

iG São Paulo |

nullO principal suspeito pela morte da coordenadora de vendas Vanessa Duarte, de 25 anos, Edson Bezerra Gouveia, de 35 anos, conhecido como Buda, se escondeu na casa de um parente logo depois de cometer o crime. É o que aponta o depoimento da principal testemunha do caso, que prestou depoimento na madrugada de sábado, no setor de homicídios da delegacia de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Segundo o depoimento, o suspeito estava muito assustado, com os “olhos esbugalhados”, aparentando estar sob efeito de drogas, e com arranhões nos antebraços. E disse que havia feito uma besteira. A testemunha também disse que o suspeito chorou quando viu uma reportagem sobre o caso e confessou ser o autor do crime.

A Polícia Civil divulgou no domingo o nome do principal suspeito, e até sábado a polícia tinha a informação de que Gouveia permanecia dentro do Estado de São Paulo, porém ainda não conseguiu detê-lo. O foragido é definido como um criminoso "contumaz" pela polícia. Condenado a 14 anos de prisão por diversos crimes, entre eles roubo, ele fugiu da cadeia após progredir do regime fechado para o semiaberto, no qual o preso recebe permissão de passar parte do dia na rua.

Investigações

Reprodução
Vanessa Duarte ao lado do noivo Luiz Vanderlei de Oliveira
Segundo o delegado Zacarias Tadros, do setor de Homicídio da delegacia de Carapicuíba, que comanda a investigação, a intenção inicial dos suspeitos era estuprar a vítima. "Eles queriam se apossar de Vanessa, mas alguma coisa deu errado e eles a mataram", explica.

O suspeito identificado pela polícia tem perfil agressivo e já esteve preso. "Ele era conhecido de Vanessa. Ele a estava seguindo havia algum tempo. Ele a abordou pouco tempo depois de ela sair da casa do noivo." O delegado diz ainda que os suspeitos seguiram direto para o local onde violentaram e mataram Vanessa. "Eles cometeram todo tido de barbaridade com ela."

As investigações para localizar o segundo suspeito ainda não avançaram, mas Tadros afirma que, assim que o primeiro for preso, automaticamente a polícia terá mais detalhes sobre o outro homem.Tadros reforça que descarta a hipótese do noivo ou de algum parente ter participado no crime.

Nesta semana foram divulgados os retratos falados dos dois suspeitos. O delegado não confirmou se a identificação seria do primeiro ou do segundo retrato divulgado.

Laudo

Na quinta-feira, a polícia confirmou que Vanessa foi morta no sábado, por volta das 10h30, por asfixia causada por um absorvente íntimo introduzido em sua garganta. É o que aponta o laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML) de Cotia, na Grande São Paulo, divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira. Segundo o documento, a jovem também sofreu violência sexual e teve traumatismo craniano.

O caso

AE
Delegado Tadros ao lado dos retratos falados dos suspeitos
O corpo da coordenadora de vendas foi encontrado no domingo, no km 41,5 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, Grande São Paulo. Ela estava desaparecida desde que saiu da casa do noivo, em Barueri, também na região metropolitana, às 8 horas de sábado, para encontrar suas amigas e irem juntas a um curso de maquiagem, mas não chegou ao local combinado. O corpo foi achado no meio da mata, seminu e apresentando sinais de violência. Próximos ao corpo foram encontrados um preservativo e duas embalagens vazias.

Na mesma manhã, as amigas estranharam a demora e tentaram achá-la. Um policial militar e dois amigos da coordenadora decidiram realizar buscas por contra própria. O carro que a jovem usava foi encontrado abandonado em Vargem Grande Paulista, também na Grande São Paulo, pela Polícia Militar. Uma moradora da região disse que viu quando o veículo foi deixado no local por um homem.

Segundo o noivo, Luiz Vanderlei de Oliveira, ele não havia estranhado o fato do telefone de Vanessa estar desligado. “Liguei e já deu caixa postal. Mas como eu não sabia de nada achei normal. Imaginei que ela deveria estar na aula e desligou o celular. Depois, as amigas disseram que ligaram para ela 9h20 e o celular estava desligado. Elas acharam estranho e depois de um tempo chamaram a polícia.”

De acordo com o relato do irmão, Danilo Duarte, a família da jovem estava em Curitiba, em um casamento de uma das primas de Vanessa, e ficaram sabendo da notícia por meio da polícia. “Todo mundo estava no Sul, e o noivo dela tinha emprestado o carro pra ela ir ao curso. No final da tarde, ele recebeu um telefonema da polícia dizendo que o carro dele havia sido encontrado com indícios de incêndio e abandonado em uma rodovia.”

Quando os policiais militares encontraram o veículo, havia um princípio de incêndio no banco do motorista. O fogo foi controlado pelos próprios soldados da PM. Dentro do carro, foi encontrada uma bolsa e havia também vestígios de sangue. O corpo de Vanessa foi encontrado em um matagal, próximo ao local de onde estava o carro.

*Com reportagem de Márcio Apolinário, iG São Paulo

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