Testemunha de acidente com jet ski depõe em São Paulo

Mulher teria visto a menina Grazielly ser atingida pela embarcação em Bertioga. Pais da garota foram ouvidos na quinta-feira (23)

iG São Paulo |

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Criança tinha apenas 3 anos e foi atingida por jet ski enquanto brincava
Uma mulher, testemunha do acidente com um jet ski , que matou Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, em Bertioga, no litoral sul de São Paulo, está depondo na delegacia da cidade, segundo agentes da Polícia Civil. O depoimento começou por volta das 10h30 de hoje e é ouvido pelo delegado Maurício Barbosa Junior. O acidente que matou Grazielly ocorreu no último sábado (18), na praia de Guaratuba. 

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Outras testemunhas também devem ser ouvidas nesta sexta-feira. O advogado da família de Grazielly, José Beraldo, prometeu apresentar ainda hoje uma testemunha que teria filmado o acidente. Ele disse não ter dúvida de que o adolescente pilotava o jet ski. Na tarde desta quinta-feira, os pais de Grazielly prestaram depoimento na delegacia de Bertioga.

Veja imagens de Grazielly na praia antes de ser atingida

"Queria que a mãe dele colocasse o filho dela no lugar da minha filha e aí ela saberia o que é sofrimento", disse a mãe de Grazielly, em entrevista coletiva. “Se tivesse tido socorro mais cedo, certamente eu estaria com a minha filha”, completou. Ela afirmou que a família do adolescente não entrou em contato e não prestou nenhum tipo de socorro, mas confia na Justiça.

Futuro depoimento

O adolescente de 13 anos acusado de atropelar e matar a criança não compareceu à delegacia e seu depoimento foi adiado . A decisão foi tomada pelo advogado da família do adolescente, Maurimar Bosco Chiasso, por temer o assédio da imprensa e possíveis represálias, que poderiam ameaçar a integridade física do menor.

“Está criado um clima de comoção tanto pela imprensa como pela sociedade. Em razão da segurança do meu cliente eu não vou apresentá-lo”. Cerca de 30 pessoas estavam na delegacia de Bertioga. Chiasso confirmou que o depoimento vai ocorrer e que os pais devem depor junto com a criança. O advogado alega que o adolescente apenas ligou o jet ski mas não o conduziu .

O advogado explicou que o adolescente não está fugindo e que “ele vai prestar o depoimento de acordo com o que a lei manda, mas ele exige o respeito que a lei dá ao menor”. “É uma situação constrangedora para uma criança de 13 anos e tudo isso é uma situação de tamanha tristeza pela perda da menina”, disse Chiasso.

*com AE e reportagem de Fernanda Simas, enviada a Bertioga

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