Testemunha afirma que dono dirigia o jipe que atropelou jovem

Em depoimento à polícia, Ingrid Basílio afirma que dono do jipe que atropelou o jovem Vitor Gurman dirigia o veículo e não a namorada dele

Fernanda Simas, iG São Paulo |

AE
Vidro da frente de Land Rover é pintado como forma de protesto
A jornalista Ingrid Basílio prestou depoimento na tarde desta segunda-feira no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e afirmou que quem dirigia o jipe Land Rover que atropelou o administrador de empresas Vitor Gurman , 24 anos, era o namorado da nutricionista Gabriella Guerrero Pereira, dono do veículo. O delegado titular do 14° DP, Ricardo Arantes Cestari, explica que a polícia vai investigar as informações e pode chamar novamente algumas testemunhas do caso.

A nutricionista havia informado à polícia que estava dirigindo o veículo, perdeu o controle da direção, bateu em um muro e o veículo capotou, acertando a vítima que estava na calçada. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela estava alcoolizada e não embriagada, portanto não responderia por embriaguez ao volante. Contudo, ela responderia por homicídio doloso (quando há intenção de matar) por ter assumido o risco de causar um acidente ao dirigir alcoolizada.

A jornalista que prestou depoimento hoje estava próxima ao local do atropelamento, na rua Natingui, Vila Madalena, logo após o capotamento do carro.

Gurman foi atropelado por volta das 3h30 de sábado (23), quando voltava a pé para a casa. Ele morreu na quinta-feira (28), após cinco dias em coma .

Advogados

O advogado de Gabriella, José Luiz Oliveira Lima, afirma que o testemunho dado pela jornalista Ingrid Basílio não condiz com a realidade. “Testemunhas que já foram ouvidas no inquérito, entre elas dois policiais militares atestaram taxativamente que quem dirigia o carro era a minha cliente Gabriella Pereira” enfatiza.

Além disso, Lima considera estranho que a jornalista tenha demorado a prestar depoimento à polícia e pretende entrar com uma ação por falso testemunho. “No momento adequado irei requerer inquérito policial para apurar o crime de falso testemunho.”

O advogado da família de Vitor Gurman, Alexandre Venturini, acompanhou Ingrid e contou ao iG que ela só foi prestar depoimento depois de nove dias do acidente porque não foi intimada anteriormente e estranha o fato de seu nome não constar no boletim de ocorrência. “Ela testemunhou o acidente, encaminhou seus dados para a polícia militar, disse que queria depor, mas não sei por qual motivo o nome dela não constava no BO.”

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Frase "Foi homicídio doloso" é pintada na rua Natingui
Venturini conta que a jornalista, durante o depoimento, explicou que mora perto do local do acidente, escutou um barulho, olhou pela janela e viu o carro capotado. Ela informou ainda que foi uma das primeiras pessoas a chegar e que viu o rapaz – dono do jipe – sentado no banco do motorista.

Protesto

Como forma de protesto, a frase "Foi Homicídio Doloso" foi pintada no asfalto da rua Natingui, onde ocorreu o atropelamento. Além disso, o vidro da frente do jipe Land Rover foi colocado na rua com a pintura “30 Km/h?”, uma referência à velocidade máxima permitida na via.

*Com iG São Paulo

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