Suspeito de morte de irmãs deve continuar solto em São Paulo

Justiça nega pedido de prisão temporária de suspeito. Polícia trabalha com hipótese de crime ter sido cometido por ciúme

AE |

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A Justiça não autorizou o pedido de prisão temporária do suspeito de matar as irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, de 15, em Cunha (SP), segundo informações da Polícia Civil. Não há informação sobre o motivo dado pela Justiça para não decretar a prisão.

Agencia o Globo
Josiely Laurentina de Oliveira e Juliana Vânia de Oliveira
O pedido para a prisão temporária de um dos suspeitos, feito ontem, foi para apenas uma pessoa e não duas, como informou a delegada Sandra Maria Pinto Vergal, titular da seccional de Guaratinguetá, na manhã de hoje.

Os investigadores trabalham com a hipótese de o crime ter sido cometido por mais de uma pessoa e por ciúme, de acordo com a polícia. Os corpos das meninas foram encontradas em um matagal na manhã de ontem. Elas foram vistas pela última vez na quarta-feira, 23, quando voltavam da escola.

Enterro

Cerca de 1500 pessoas acompanharam, na manhã desta terça-feira, o enterro dos corpos das irmãs Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, de 15, no cemitério municipal de Cunha - cidade a 225 km da capital paulista. A estimativa é da Polícia Militar do município, que informou que o sepultamento teve início por volta das 10h.

O assassinato das irmãs chocou os moradores da cidade, que também compareceram ao velório e à missa, realizada na Igreja Matriz.

Os corpos de Josely e Juliana foram encontrados, por volta das 6h30 de segunda-feira, em um local de mata fechada na Estrada da Samambaia, no Bairro Jacuí, zona rural da cidade, a cerca de 2 km da casa onde moravam com a família.

Segundo a polícia, os corpos das meninas estavam vestidos e tinham marcas de tiros. Josely foi atingida por dois projéteis e, Juliana, por quatro.

A delegada Sandra Maria Vergal, da Seccional de Guaratinguetá, afirma que a principal hipótese é que as adolescentes tenham sido vítimas de violência sexual. Porém, laudo do Instituto Médico Legal (IML) dvulgado na noite de segunda-feira não determina se ocorreram os supostos estupros. "A gente acredita que elas tenham sido vítimas de violência sexual e acabaram mortas para não reconhecerem os bandidos", afirma.

Sandra diz ter ouvidos várias testemunhas e chegado até um suspeito pelo crime. A prisão dele já foi pedida, mas, segundo a delegada, a Justiça ainda não autorizou. O nome dele é mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações.

O caso

Josely e Juliana foram vistas pela última vez na tarde de quarta-feira (23) após pegaram um ônibus para voltar da Escola Estadual Paulo Virgílio, onde estudavam, localizada no centro do município.

O pai das jovens costumava encontrar as filhas, todos os dias, por volta das 18h45, em uma estrada de terra, onde elas desciam do coletivo, e acompanhá-las até em casa.

Contudo, na quarta-feira, ao chegar ao ponto, o ônibus já havia passado e as adolescentes não estavam. Vizinhos relataram não terem visto as meninas. Desde o registro do desaparecimento, policiais realizaram buscas pela região com o auxílio de cães farejadores e do helicóptero Águia da Polícia Militar e, na segunda-feira, encontraram os corpos.

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