Suspeito de matar taxista é preso em São Paulo

No último sábado (9), um taxista foi morto com tiro na cabeça ao ser abordado por bandidos na Vila Santa Catarina. Polícia segue busca por outros suspeitos

iG São Paulo |

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que uma pessoa foi presa nesta manhã suspeita de ter matado o taxista Eduardo Alves Pereira, de 36 anos, no último sábado (9), depois de um assalto. Segundo o órgão, por volta das 6h, Jorge Luiz do Santos Damaceno, de 18 anos, foi preso na própria casa, na Favela Alfaia, na zona sul da capital paulista. Ele foi encaminhado para 35º DP, onde os investigadores seguem as buscas por outros suspeitos.

Às 7h do último sábado (9), o taxista foi morto com um tiro na cabeça na rua Coriolano Durand, Vila Santa Catarina, região do Jabaquara, zona sul da cidade. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado também no 35° DP, testemunhas afirmaram que o motorista aguardava uma passageira, que levaria ao Aeroporto de Congonhas, quando dois carros - um outro taxi e um carro de passeio, se aproximaram. Segundo a polícia, os veículos também eram roubados.

Um dos bandidos desceu e pediu o dinheiro da vítima. Em seguida, um disparo foi ouvido. A Polícia Militar encontrou Pereira sentado no banco do motorista e uma ambulância particular que passava pelo local o socorreu. No hospital, ele não resistiu e morreu. De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia encontrou dentro do carro da vítima uma carteira com vários cartões, R$ 52 e um aparelho celular.

Protesto

Após o assassinato, cerca de 400 taxistas realizaram um protesto na manhã de segunda na Praça Charles Miller, no Pacaembu, contra a violência sofrida pela categoria. Durante o protesto, líderes dos taxistas afirmaram que os assaltos são comuns na região, principalmente no início da manhã e durante a noite.

A SSP afirmou que a PM intensificou o patrulhamento a partir do caso para evitar assaltos. “Nós já temos uma parceria antiga com os taxistas, e vamos reforçá-la. Eles nos ajudam muito e nós, com certeza, vamos ajudá-los”, afirma na nota o tenente-coronel Walmir Martini, comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano. Segundo a polícia, a manifestação foi pacífica.

AE
Taxistas colocam cruz preta nos carros durante protesto na Praça Charles Muller, na segunda-feira

*com AE

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