Suspeito de matar irmãs em Cunha quis ocultar arma na casa delas

Pai das vítimas disse à polícia que Ananias dos Santos esteve em sua casa um dia após o sumiço, pedindo para ele guardar uma arma

AE |

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Divulgação
Foto de Ananias dos Santos é a primeira da seção de Foragidos do site da Polícia Civil
O pedreiro José Benedito de Oliveira, pai de Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e Juliana Vânia de Oliveira, de 15, encontradas mortas segunda-feira (28) em Cunha, no interior de São Paulo, disse à polícia que o principal suspeito do crime, Ananias dos Santos, esteve em sua casa dia 24, um dia após o sumiço das irmãs, pedindo que ele guardasse uma arma.

Segundo a polícia, essa pode ter sido uma tentativa de incriminar o pai das vítimas, caso a arma fosse encontrada na casa dele.

Oliveira afirmou que ele estava nervoso e pediu para esconder a arma em um monte de lenha. "Disse a ele que fosse embora", afirmou o pedreiro.

A auxiliar de enfermagem de 50 anos que namorava o suspeito disse, em entrevista, que se arrependeu de não ter avisado a polícia logo que recebeu um telefonema de Santos, também na quinta-feira, afirmando saber onde estavam os corpos. "Eu me arrependo amargamente", afirmou.

A polícia suspeita que a mulher tinha ciúme da menina de 15 anos e Santos matou a garota para mostrar que amava a namorada. Uma irmã do suspeito também foi entrevistada e disse que ele não comentou nada sobre o crime. "Não acredito que tenha feito isso. Mas, se fez, tem de ser castigado", afirmou.

Santos cumpria pena no Presídio Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, mas fugiu depois de uma saída temporária de Páscoa, há dois anos. Passou a morar com os pais em Cunha, no mesmo bairro das meninas. Ele teve a prisão decretada e está foragido. Foi incluído na lista dos 25 mais procurados do Estado pela Secretaria de Segurança. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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