Suspeito de matar aluno da FGV aguarda transferência

Jovem foi preso no sábado em Cascavel (PR). Para delegado, caso está "inteiramente solucionado"

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Valmir Ventino da Silva, de 19 anos, preso no sábado, em Cascavel, no Paraná, suspeito de matar o estudante Júlio César Grimm Bakri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no último dia 23, permanece preso no 77º Distrito Policial (DP), em Santa Cecília, centro da capital paulista, aguardando transferência para um presídio.

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Segundo informações da polícia, ele chegou ao 4º Distrito Policial de São Paulo, no Bairro da Consolação, no domingo e foi transferido para a cadeia de prisão temporária da 77º DP, em Santa Cecília, usada como transição para uma unidade prisional, durante a madrugada desta segunda-feira.

Valmir Ventino da Silva estava hospedado na casa de um amigo em Cascavel, no Oeste do Paraná. Ele é acusado de, juntamente com o irmão, Francisco Macedo dos Santos, de 24 anos, já preso, terem cometido os crimes na noite de 23 de fevereiro, o homicídio de Bakri, de 22 anos, e a tentativa de homicídio de Christofer Akio Cha Tominaga, de 23 anos.

O delegado Ricardo Prezia, do 4º Distrito Policial de São Paulo, responsável pela prisão de Valmir e da confissão de Francisco da Silva - irmão de Valmir que também está preso -, disse que há provas testemunhais e materiais de que os irmãos atiraram contra os estudantes. "Apreendemos os capacetes, a moto usada pela dupla, e as roupas que utilizavam na noite do crime, que ficaram manchadas de sangue", disse Prezia.

Paulo Tucci, delegado titular do 4º DP, disse, em Curitiba, que o caso está "inteiramente solucionado" . A declaração foi feita na apresentação de Valmir Ventino da Silva, de 19 anos, preso sábado em Cascavel, no oeste do Paraná .

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Reprodução de foto dos irmãos Valmir Venturi da Silva (dir.) e Francisco Macedo da Silva (esq)

Bakri e Tominaga, estudantes do 4º ano de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram baleados quando estavam sentados próximo a uma mesa na calçada de um bar próximo à faculdade, na região central de São Paulo. Tucci e o delegado Ricardo Prezia, que atuou na prisão de Valmir, juntamente com policiais do Centro de Operações Policiais Especiais do Paraná (Cope), disseram que, informalmente, o rapaz teria confessado o crime e contado detalhes do caso. Mas, interpelado por jornalistas, Valmir negou. "As imagens não mostram nada, não é eu", afirmou. "Não sei do que vocês estão falando."

O depoimento oficial de Valmir será tomado em São Paulo. De acordo com Tucci, informalmente ele teria dito que atirou contra os rapazes, pois eles, momentos antes, teriam feito alguns gestos provocadores e o chamado de "otário". Ele teria saído do bar, onde estava com a namorada, e ido em casa buscar a arma. Lá, teria contado para o irmão o que faria e este disse que iria junto. Voltaram em uma motocicleta. "Motivo fútil", completou o delegado Prezia. Segundo ele, o acusado teria dito que está arrependido.

Engano

Dino Fernando Peporine , de 28 anos, que foi detido na sexta-feira, passou duas noites na cadeia e teve a prisão preventiva decretada por envolvimento no crime, saiu da carceragem do 77.º DP (Santa Cecília) na tarde de domingo. Ele foi levado ao Instituto médico-legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. Recebeu informações de um policial que o caso havia dado uma reviravolta e que ele seria libertado. Às 17h50, estava solto.

* Com iG São Paulo

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