Suspeito de crime da Oscar Freire participa de reconstituição

Lucas Cintra Zanette Rosseti confessa ter matado Eugênio Bozola em legítima defesa, mas nega ter assassinado o modelo Murilo Silva

iG São Paulo |

Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Polícia Técnico-Científica de São Paulo realizam, na tarde desta sexta-feira, a reconstituição do assassinato de Eugênio Bozola, analista de sistemas, e Murilo Rezende da Silva, modelo. Os dois foram encontrados mortos com diversas facadas, dentro do apartamento de Bozola, na manhã do dia 23 de agosto, na rua Oscar Freire, em Pinheiros, zona oeste da cidade.

AE
Reconstituição do assassinato de Eugênio Bozola e Murilo Rezende da Silva ocorre nesta tarde com participação do suspeito Lucas Rosseti

O suspeito do crime, o estudante Lucas Cintra Zanette Rosseti, de 21 anos, chegou no local por volta das 14h15 e participa da reconstituição, que vai abranger tanto a versão dele, como a da polícia. Rosseti foi preso no dia 29, em Sertãozinho , interior do Estado e confessou ter matado Bozola em legítima defesa. No entanto, ele nega ter matado Silva e acusa o analista de sistemas do assassinato.

Segundo o delegado Mauricio Guimarães Soares, do DHPP, essa é uma fase natural do processo, que terá duas etapas. Primeiro, a polícia vai simular o crime com base nas provas que apontam Lucas como o assassino do analista de sistemas e do modelo.

Na segunda etapa haverá simulação da versão apresentada pelo estudante, que é a de que ele agiu em legítima defesa. "A nossa convicção continua a mesma, de que a versão dele é fantasiosa. Mas é direito constitucional dele falar o que bem entende", afirmou o delegado. Na reconstituição, o papel das vítimas será feito por policiais.

Um dos advogados de Lucas, Leonardo Borges, informou que seu cliente manterá a versão de que seria responsável apenas pela morte do analista de sistemas. "Temos um material que esclarece que Lucas está falando a verdade. A defesa vai usar essas cartas na hora certa", disse o advogado. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a simulação, feita no no 6º andar do Edifício Marcia.

Na terça-feira (6), Rosseti entregou aos seus advogados, que foram visitá-lo no 77° Distrito Policial, em Santa Cecília, uma carta endereçada à sua mãe. Segundo o advogado Frederico Borges, Rosseti escreve que matou Bozola em legítima defesa e pede desculpas para a própria família.

* Com informações da AE

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