SUS ganha exame de medicina nuclear para diagnóstico de câncer

Inicialmente, tecnologia estará disponível apenas no Instituto do Câncer para detecção de tumores de mama e de pulmão

iG São Paulo |

Inaugurado na manhã desta terça-feira, um novo exame de medicina nuclear pretende acelerar o diagnóstico de câncer nos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo.

Trata-se do PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), que utilizada tecnologia para rastreamento de tumores, agora disponível no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.

Inicialmente, o exame será realizado no Icesp para detecção de linfomas e de tumores de mama e de pulmão. Os pacientes do hospital serão os primeiros beneficiados, mas, segundo informa a Secretaria da Saúde, a idéia é estender progressivamente o exame para pacientes encaminhados de outras unidades.

O exame permite a detecção de câncer em estágios iniciais, com mais precisão e exatidão que a tomografia convencional, e irá beneficiar mais de sete mil pacientes por ano.

Duas máquinas foram instaladas no Icesp. A nova tecnologia permite diagnosticar as áreas mais suspeitas de câncer, aliando imagens de medicina nuclear com a tomografia computadorizada. Essa união, conhecida como tecnologia híbrida, gera imagens anatômicas e muito precisas dos tumores.

O PET-CT também permite visualizar o grau de extensão da doença e verificar se o tumor é localizado ou já atingiu outras partes do corpo. Com base nessa análise, é possível planejar o tratamento, monitorar o tempo de resposta dos recursos aplicados e fazer um melhor controle da doença.

Para realizar o exame o paciente recebe uma injeção de uma substância radioativa que fica realçada exatamente no local onde existe tumor em crescimento. As células tumorais se alimentam de alguns compostos presentes nesse composto, atraindo a substância para si após a aplicação. O procedimento é simples e exige apenas um jejum leve.

O contraste será fornecido pelo Centro de Medicina Nuclear do Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. O equipamento que produz a substância, chamado de Cíclotron, foi instalado em um bunker de 520 metros quadrados dentro do complexo HC e protegido por paredes de concreto com 1,90 metro de espessura. Foram investidos 15 milhões na construção e aquisição de equipamentos.

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