STJ mantém ordem de prisão contra acusado de matar Mércia Nakashima

Decisão ainda negou transferir júri do caso para a cidade de Nazaré Paulista, onde o corpo da vítima foi encontrado; ex-policial segue foragido

iG São Paulo |

Arquivo pessoal
Mércia Nakashima
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o decreto de prisão preventiva contra o ex-policial militar e advogado Mizael Bispo de Souza, acusado de assassinar a ex-namorada, a advogada Mércia Mikie Nakashima . De acordo com a decisão do STJ, divulgada na terça-feira (7), o processo deve continuar tramitando em Guarulhos, na Grande São Paulo. Mizael Bispo e o vigia Evandro Bezerra são os principais suspeitos do crime. Os dois dizem ser inocentes e estão foragidos.

Relembre: Veja detalhes e cronologia do caso Mércia Nakashima

A decisão ainda negou provimento ao recurso da defesa que pretendia que o ex-PM fosse julgado pela Justiça de Nazaré Paulista, onde Mércia foi encontrada morta.

No julgamento do STJ prevaleceu o argumento do Ministério Público de que foi um crime plurilocal, pois existiam vestígios em Guarulhos, onde a vítima foi arrebatada, repercussão social também naquele município, e porque as pessoas envolvidas são todas da cidade. 

Ainda aguarda julgamento outro recurso interposto por Mizael junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. O pedido é para que ele e Evandro sejam levados a júri popular.

Caso

A advogada Mércia Nakashima desapareceu em 23 de maio de 2010, e foi encontrada morta em uma represa de Nazaré Paulista . Ela sumiu após sair da casa dos avós. No dia 10 de junho, um pescador levou a família e a polícia até a represa onde o carro dela estava submerso. No dia seguinte, o corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que ela morreu por afogamento.

O ex-namorado de Mércia Mizael Bispo de Souza, advogado e policial militar reformado, e o vigia Evandro Bezerra da Silva são os principais suspeitos do crime. Os dois dizem ser inocentes e estão foragidos. Ainda não houve julgamento. De acordo com a família da vítima, Mizael não se conformava com o fim do relacionamento, insistia para que eles reatassem e a perseguia.

*com AE e informações da reportagem de Fernando Serpone, especial para o iG

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