SP promove semana de prevenção e combate a esquistossomose

O projeto faz parte do objetivo da Secretaria de Saúde de erradicar a transmissão da doença no Estado de São Paulo até 2015

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A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo promove, entre os dias 23 e 27, a Semana Estadual da Esquistossomose. O projeto faz parte do objetivo da pasta de erradicar a transmissão da doença no Estado até 2015.

Na próxima semana, os municípios irão desenvolver atividades educativas e oferecer exames à população. Os pacientes diagnosticados com a doença serão tratados gratuitamente, com prescrição de um antiparasitário. Cerca de 5 mil unidades básicas de saúde e mais de 100 unidade geossentinelas que realizam testes para diagnóstico da doença estarão reforçando o atendimento.

Serão distribuídos à população e escolas 50 mil cartazes, 50 mil folhetos e 500 mil panfletos com informações sobre a esquistossomose e prevenção da doença. Entre 2003 e 2010, os casos de contágio autóctone (dentro do Estado) caíram 76%. No ano passado, foram 140 notificações. Algumas regiões do Estado apresentam ainda focos da doença, como a Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, região metropolitana de Campinas e alguns municípios da Grande São Paulo.

Doença

A esquistossomose, conhecida popularmente como "barriga d'água", é causada por um parasita chamado Schistosoma mansoni. Os ovos do parasita, eliminados nas fezes de indivíduo contaminado e liberados na água, transformam-se em larvas que infectam determinados tipos de caramujos. Depois de quatro a seis semanas, a larva deixa o caramujo, permanecendo nas águas. O indivíduo, quando entra em contato com essas águas infestadas, adquire a doença pela pele. Ela se manifesta de duas a seis semanas após o contato.

Se o paciente não for tratado, permanecerá excretando ovos do parasita por muitos anos, constituindo-se também como forma de disseminação da doença. Muitas vezes a esquistossomose não apresenta sintomas, mas quando eles aparecem, vão desde coceira na pele, vômitos e diarreias, a problemas mais graves, como aumento do tamanho do fígado e baço, com risco de morte.

O tratamento é feito com medicamento seguro e efetivo, via oral, em dose única, e prescrito pelo médico quando os exames tiverem resultados positivos. O remédio é gratuito e é ministrado na própria unidade de saúde.

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