SP inaugura o maior laboratório contra o câncer da América Latina

Instituto do Câncer ganha equipamento superpotente que une ultrassom com ressonância magnética e destrói tumores sem cirurgia

AE |

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Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão a sua disposição um equipamento superpotente para destruir tumores cancerígenos a partir desta quinta-feira. Os novos serviços do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) vão ser disponibilizados em uma área de 2 mil metros quadrados.

Paulo Cesar Alexandrowitsch/SES
Equipamento, que custou R$ 1,5 milhão, consegue destruir o tumor sem cirurgia

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, o local é o maior laboratório para pesquisa de câncer da América Latina. A área integrará especialidades como epidemiologia, genética molecular, biologia celular, biologia molecular, virologia e engenharia genética, processamento de amostras (Biobanco de Tumores), laboratório de expressão gênica e sequenciamento e patologia molecular.

Esse novo super equipamento de combate ao câncer se chama "High Intense Focus Ultrassound" (Hifu) que traz uma tecnologia inovadora resultante da fusão do ultrassom de alta intensidade com a ressonância magnética. No Hifu são concentrados até mil feixes de energia ultrassônica com extrema precisão em um tumor no interior do corpo.

Cada feixe passa através do corpo sem causar lesão. Quando os raios atingem o ponto selecionado, elevam a temperatura nesse local. A ressonância magnética serve para localizar e direcionar essa energia precisamente no tumor, confirmando na hora a eficácia da terapia.

Com o Hifu, o tratamento de tumores poderá ser feito sem a necessidade de cortes e cirurgia ou internação. O método dura aproximadamente duas horas e permite que o paciente fique consciente, podendo voltar para casa no mesmo dia.

O novo procedimento, pioneiro na América do Sul, será utilizado, inicialmente, para tratar miomas e metástases ósseas. Em uma segunda fase, a ideia é ampliar seu uso para outras áreas da oncologia. O investimento para aquisição do equipamento foi de R$ 1,5 milhão. Com a nova unidade, a ideia é o Icesp se tornar o ponto central de uma grande rede para reunir todos os pesquisadores em câncer.<br><br><i> Carolina Spillari.

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