SP ganha central online de diagnóstico por imagem

Rede ligará 24 unidades de saúde à central, capaz de laudar 2 mil exames por dia

Leoleli Camargo, iG São Paulo |

A angustiante demora entre a coleta da informação e o resultado de um exame por imagem deve ficar mais curta para os usuários de 24 unidades públicas de saúde da capital e da grande São Paulo.

Com a inauguração, nesta quita-feira (19), do Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (Sedi), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) espera reduzir de uma semana para até quatro horas o tempo entre a captação de exames e a emissão do laudo do radiologista – é ele quem detecta ou confirma evidências que os olhos ou as mãos de médicos experientes não conseguem perceber durante o exame médico.

Paulo Cesar Alexandrowitsch - SES GS
Estação de diagnóstico no Sedi: mais agilidade na emissão de laudos
A rede online é um sistema que permite a rápida transmissão e emissão de laudos de exames de raio-x, tomografia, mamografia, e ressonância magnética, entre outros, tornando mais ágil o diagnóstico e permitindo aos médicos acesso rápido ao histórico de exames de cada usuário. Quando foi criado em 2009, o projeto-piloto contava apenas com oito unidades integradas.

Na central de laudos, localizada na região central da capital paulista, 22 estações de diagnóstico com radiologistas especializados em sete diferentes áreas – cérebro, tórax, cabeça e pescoço, mama, músculoesquelético, abdômen e pediatria – estarão à disposição das unidades ligadas ao sistema durante as 24 horas do dia.

Tão logo o exame é captado, a imagem digitalizada é enviada para a central via ondas de rádio ou banda larga de internet. Na central ela é analisada por especialistas, que emitem o laudo e devolvem a informação ao local de origem, num processo que leva no máximo quatro horas.

“Com o projeto-piloto já estamos fazendo isso em meia hora” acrescenta o neurorradiologista Nitamar Abdala, diretor da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – entidade parceira da SES na central online.

Além de acelerar a emissão dos laudos, a central ajudará a tirar dúvidas dos médicos que estão distantes da capital por meio de uma linha telefônica direta com os especialistas de plantão.

Para interligar o Sedi às 24 unidades de saúde foram necessárias adaptações, explica Abdala. Como boa parte dos aparelhos de mamografia e raio-x nesses locais ainda usa o filme, as máquinas receberam placas digitalizadoras capazes de transformar a imagem captada em um formato que permite o envio por ondas de rádio ou pela Internet. A solução foi adotada para evitar a troca dos aparelhos já existentes (que ainda funcionam bem) por máquinas digitais mais modernas e, claro, mais caras.

Segundo a SES, em dois anos todos os hospitais estaduais e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) estarão conectados ao Sedi.

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