Sob protesto, São Paulo inaugura 1º pedágio por trecho percorrido

Cobrança por quilômetro rodado funcionará na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, trecho de Itatiba à Jundiaí; moradores pedem construção de uma via municipal

iG São Paulo |

RAFA VON ZUBEN/FUTURA PRESS/AE
Moradores da região de Jundiaí e Itatiba levam faixas e pedem construção de via municipial
O governo de São Paulo inaugurou nesta segunda-feira o primeiro trecho do sistema Ponto a Ponto, que cria nas rodovias paulistas o sistema de pagamento de pedágio por trecho percorrido . A primeira rodovia que recebeu a tecnologia foi a Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), trecho com pouco mais de 24 km que liga Itatiba à Jundiaí.

O ato contou com a presença do governador Geraldo Alckimin (PSDB) e manifestantes, que protestaram contra a nova prática do Estado. Com faixas, os moradores da região pediam a construção de uma via municipal para evitar a cobrança do pedágio.

Com o novo sistema, a cobrança será realizada eletronicamente dispensando as praças de pedágio. Antenas fixadas ao longo da rodovia registram a passagem por meio de tags instaladas nos veículos, sem necessidade de parada ou redução de velocidade. Segundo o secretário de Logística e Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, o valor do pedágio não vai aumentar.

Leia também: Novo pedágio poderá fiscalizar limites de velocidade em São Paulo

Nessa fase experimental, o trecho inteiro vai continuar custando R$ 2, mas cada motorista vai pagar referente ao uso. A base de cálculo, diz Abreu Filho, é de R$ 0,08 por quilômetro rodado. “O pedágio é justo, porque só quem usa é quem paga, mas estamos tornando mais justo, por que cada um vai pagar apenas pelo que usar”, afirmou o secretário.

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Cobrança será eletrônica com antenas instaladas na rodovia. Cada quilômetro vale R$ 0,08

Alckmin recebeu do secretário a primeira tag, simbolizando a inauguração do sistema. Nesta terça-feira, o governo abre processo licitatório para compra de um milhão de tags. A adesão é gratuita nesta fase do projeto piloto. A instalação da tag não tem nenhum custo ao usuário e também não será cobrada mensalidade. Quem não aderir ao novo sistema de pagamento eletrônico continua a utilizar o modelo atual, com a tarifa cheia (R$ 2).

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