Sob impasse, Judiciário de SP chega a 58 dias de greve

Mesa de negociação está travada. Funcionários querem reposição salarial de 20,16% e o Tribunal de Justiça oferece 4,77%

Agência Estado |

A greve dos servidores do Judiciário em São Paulo chega nesta quinta-feira ao 58º dia sem solução à vista. Tensão e impasse travam a mesa de negociações.

Os funcionários, 45 mil em todo o Estado, querem reposição salarial de 20,16%. O Tribunal de Justiça oferece 4,77% retroativos a março, referentes ao dissídio de 2010, e já decidiu descontar parte dos dias parados.

Há duas semanas, por conta do anúncio do desconto de parte dos dias parados, funcionários ocuparam o Fórum João Mendes por 48 horas. Na quarta-feira, cerca de 8 mil servidores, segundo dados da comissão de greve, realizaram assembleia e fizeram passeata com buzinaço e apitaço na Sé, sob vigilância cerrada da Polícia Militar.

"Não há nenhum avanço para um acordo, não somos nem chamados", protestou José Gozze, presidente da Associação dos Servidores do TJ. "A comissão do tribunal não funciona, o próprio presidente (desembargador Antonio Carlos Vianna Santos) desautoriza a comissão e os juízes auxiliares."

O TJ informa que várias solicitações apresentadas na ação de dissídio coletivo por greve já foram atendidas, como a aprovação do Plano de Cargos e Carreiras (Projeto de Lei Complementar 43/05), a criação da Secretaria de Saúde - exclusiva para o atendimento de funcionários do Judiciário -, a abertura de novos concursos e a atualização do auxílio-transporte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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