Caminhões-tanque já distribuem combustível sem escolta em SP

Polícia Militar diz que situação está mais calma nas distribuidoras da capital. Viaturas acompanharam caminhoneiros no início da madrugada

iG São Paulo |

Cristiano Novais/CPN
Caminhão-tanque deixa sem escolta o terminal de distribuição da Petrobrás, na zona sul de SP

Após três dias, a paralisação dos transportadores de combustíveis chegou ao fim. Como divulgado pelo Sindicam-SP, entidade que representa a categoria, os caminhoneiros que fazem o transporte de combustíveis voltariam ao trabalho nesta madrugada, sob escolta da Polícia Militar . Porém, já no início da manhã caminhões-tanque foram vistos deixando as distribuidoras sem segurança. Isso, segundo a PM, indica que a situação está mais calma nas empresas. Com uma maior fluidez dos veículos, o abastecimento deve ser normalizado nos próximos dias.

Postos: Menos de 1% dos postos de SP tem gasolina para vender, diz sindicato

As empresas distribuidoras confirmam a saída dos caminhões e prevê que a normalização no abastecimento dos postos de combustíveis da capital deve durar pelo menos três dias. A escolta não foi requisitada pelos funcionários do terminal de distribuição da Petrobrás Distribuidora S/A (TESPA), na avenida Almirante Delamare, no Ipiranga, zona sul. Segundo a PM, a situação já é mais calma e está perto da normalização. 

Como na quarta-feira (7) o sindicato havia solicitado a presença da Polícia Militar, desde o início da madrugada, caminhões-tanque deixaram sob escolta a distribuidora Rayzen Combustíveis, localizada na avenida Presidente Wilson, no Ipiranga, na zona sul da capital, uma das principais do Estado. Várias viaturas da Força Tática e da 2ª Companhia do 46º Batalhão estavam em frente à distribuidora e faziam a segurança dos funcionários. 

Coluna: Procon-SP recebeu 42 denúncias de preços abusivos de combustível
Estado: Falta de combustível também atinge cidades da Grande SP e do interior

Fim da greve

Após uma reunião com dirigentes das entidades que representam os caminhoneiros, ficou combinado que os motoristas iriam cumprir a determinação judicial, mas que só sairiam os pátios no Ipiranga, em Barueri, Guarulhos e São Caetano do Sul, na região metropolitana, com escolta. Para tanto, o Sindicam-SP protocolou um pedido formal no Comando Geral da PM. 

A categoria cruzou os braços em protesto contra a medida da Prefeitura de São Paulo que restringe a circulação de caminhões na Marginal do Tietê e outras 25 vias da cidade nos horários de pico. Como consequência, os postos da capital começaram a ficar sem combustível. Ontem, com o retorno do trabalho de alguns dos caminhoneiros autônomos, apenas dois milhões de litros, 5% do combustível que é vendido diariamente na capital , foram deixados nos postos de gasolina.

Entenda: Veja as regras da nova regulamentação para o trânsito de caminhões

(Clique nas vias para entender as restrições)

*com informações da AE

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG