Skinhead vai a júri acusado de jogar jovens de trem em movimento

Uma das vítimas morreu e outra teve o braço amputado. Crime ocorreu em Mogi das Cruzes, em 2003

iG São Paulo |

Um dos três skinheads acusados de obrigar dois jovens a pularem de um trem em movimento em 2003, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, irá a júri popular nesta sexta-feira. Uma das vítimas morreu e outra teve o braço amputado. Juliano Aparecido de Freitas vai ser julgado pelos crimes de homicídio e tentativa de assassinato, às 13h, no Fórum de Mogi das Cruzes.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Vinícius Parizzatto, outro acusado de cometer o crime, vai a júri no dia 28 de setembro. A data do julgamento do terceiro acusado Danilo Gimenez Ramos ainda não foi marcada.

O caso

No dia 7 de dezembro de 2003, os réus obrigaram dois rapazes a saltar de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em movimento, a uma altura de três metros. Cleiton da Silva Leite, de 19 anos, morreu. Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro teve o braço direito amputado.

Na época, a CPTM divulgou que os suspeitos eram brancos, carecas, vestiam jaquetas e camisas verdes, calça jeans e coturno. As câmeras de segurança da companhia flagraram o momento da queda de Cleiton da Silva Leite, 20, e de Flávio Augusto do Nascimento, 16. Os skinheads também foram filmados quando desembarcaram.

O trio ameaçou os jovens, de acordo com testemunhas, com uma machadinha e um tchaco (formado por dois bastões unidos por uma corrente). As vítimas caíram em um espaço de cerca de 30 centímetros entre a composição e a plataforma da estação Brás Cubas - linha 11 da CPTM, no município de Mogi das Cruzes.

*com AE

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