Skinhead pega 24 anos de prisão por obrigar jovens a pular de trem

Juliano Aparecido de Freitas foi condenado, pela morte de Cleiton da Silva Leite e tentativa de homicídio contra Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro

iG São Paulo |

O Tribunal do Júri de Mogi das Cruzes, condenou o skinhead Juliano Aparecido de Freitas a 24 anos e 6 meses de prisão, pela morte de Cleiton da Silva Leite e tentativa de homicídio contra Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro.

O julgamento começou às 13 desta sexta-feira (20) e terminou por volta das 22 horas. Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro, uma das vítimas, foi o primeiro a prestar depoimento, seguido das testemunhas de acusação e defesa.

Juliano foi condenado, mas vai ter o direito de recorrer em liberdade, porque recebeu esse benefício do Supremo Tribunal Federal.

Os outros dois acusados de participarem do crime respondem em processos separados. Vinícius Parizatto será julgado no dia 28 de setembro, enquanto o julgamento de Danilo Gimenez Ramos não foi marcado.

O caso

No dia 7 de dezembro de 2003, Juliano, Danilo e Vinícius obrigaram dois rapazes a saltar de um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em movimento, a uma altura de três metros. Cleiton da Silva Leite, de 19 anos, morreu. Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro teve o braço direito amputado.

Na época, a CPTM divulgou que os suspeitos eram brancos, carecas, vestiam jaquetas e camisas verdes, calça jeans e coturno. As câmeras de segurança da companhia flagraram o momento da queda de Cleiton da Silva Leite, 20, e de Flávio Augusto do Nascimento, 16. Os skinheads também foram filmados quando desembarcaram.

O trio ameaçou os jovens, de acordo com testemunhas, com uma machadinha e um tchaco (formado por dois bastões unidos por uma corrente). As vítimas caíram em um espaço de cerca de 30 centímetros entre a composição e a plataforma da estação Brás Cubas - linha 11 da CPTM, no município de Mogi das Cruzes.

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