Sindicato faz manifestação em frente ao Shopping Center Norte

Após decisão judicial, estabelecimento não abriu nesta quarta-feira e seguirá em obras

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Cerca de 200 pessoas, entre funcionários e integrantes do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, realizaram na manhã nesta quarta-feira uma manifestação, com bandeiras e um carro de som em frente a uma das entradas do Shopping Center Norte, na Vila Guilherme, na zona norte da cidade de São Paulo. De acordo com o diretor do sindicato, Antonio Evanildo Cabral, a manifestação teve o objetivo de orientar os trabalhadores do shopping sobre a decisão do fechamento do estabelecimento por conta do risco de explosão. 

Leia também: Shopping Center Norte não abre nesta quarta-feira

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Integrantes do Sindicato dos Comerciários protestam em frente ao Shopping Center Norte, nesta quarta-feira

Segundo Cabral, no começo da manhã foi feita uma reunião entre representantes do sindicato e da administração do shopping e alguns lojistas para discutir o destino dos funcionários. "Estamos preocupados também com o emprego desses trabalhadores", explica. O sindicato, de acordo com Cabral, pede a transferência dos funcionários para outras lojas, quando possível, ou a liberação de férias. Além disso, o sindicato pede também que os lojistas remunerem os trabalhadores este mês com base nos valores de comissão do mês passado. 

De acordo com Cabral, a administração do Hipermercado Carrefour tentou abrir nesta manhã, mesmo após a liminar que obriga o fechamento do shopping. A alegação era a de que seriam retiradas as mercadorias do local. A entrada dos funcionários foi barrada pelos seguranças. 

Justiça - O Sindicato dos Comerciários, também em defesa dos interesses dos sete mil comerciários que trabalham no Shopping Center Norte, vai entrar na Justiça do Trabalho com uma ação judicial cobrando das lojas o adicional de periculosidade de cerca de 30% retroativa aos últimos cinco anos. 

De acordo com Cabral, a administração do Shopping Center Norte sabia, desde 2003, que o local oferecia risco de acidente de grandes proporções e não tomou providência para sanar o problema, omitindo, inclusive, a informação aos trabalhadores que durante todo esse período atuaram num local perigoso e correndo risco de morte durante o exercício do trabalho.

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