Servidores do Judiciário suspendem greve após dois meses

Paralisação foi suspensa por causa do recesso parlamentar

Agência Estado |

Os servidores das Justiças Federal e Trabalhista em São Paulo suspenderam nesta terça-feira a greve que já durava 69 dias. O Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário (Sintrajud) informou que, em agosto, haverá assembleia para decidir sobre a continuidade da paralisação.

Segundo o Sintrajud, a greve foi suspensa por causa do recesso parlamentar, que interrompe os trabalhos no Congresso Nacional. Os funcionários, 45 mil em todo o Estado, querem reposição salarial de 20,16%. O Tribunal de Justiça oferece 4,77% retroativos a março, referentes ao dissídio de 2010, e já decidiu descontar parte dos dias parados.

Os funcionários do Tribunal Regional do Trabalho 2, que tentavam até esta terça-feira reverter uma portaria da presidência do Tribunal que determinava o desconto de pagamentos pelos dias parados, voltam ao trabalho amanhã. Os servidores da Justiça Eleitoral suspenderam ontem a greve e hoje voltaram ao trabalho.

Para o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Sidney Bortolato Alves, não só a advocacia, como toda a cidadania está sendo prejudicada pela greve do Judiciário.

"Os prejuízos da greve na Justiça Federal e Trabalhista atrasarão ainda mais a prestação jurisdicional por parte do Estado aos advogados e aos trabalhadores em geral, uma vez que cerca 70% das Varas do Trabalho na capital paulista ficaram paralisadas", afirmou Bortolato Alves.

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