Sem-teto ocupam prédios em São Paulo e prometem protesto

Manifestantes reivindicam entrega de moradias de programa da prefeitura e reuniões com autoridades para discutir políticas de habitação

AE |

selo

Movimentos dos sem-teto ocuparam 10 residências em São Paulo, capital, no início desta madrugada. Segundo os manifestantes, pelo menos 2.600 pessoas participam das ações. Entre suas reivindicações estão a entrega de habitações do Programa Renova Centro, da prefeitura, e o início de obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que, segundo os grupos, estariam paradas em diversas regiões da capital.

AE
Movimentos sem-teto ocupam prédios na região central de São Paulo

Os sem-teto prometiam ainda se reunir no Pátio do Colégio, por volta das 9h, e marcharem até a CDHU, na Rua Boa Vista, na região central. Eles querem uma reunião com representantes dos governos municipal e estadual para discutir políticas de habitação.

A primeira construção ocupada, à meia-noite, está localizada na Rua Tabatinguera. Na região central, construções nos números 617, 613, 625 e 601 da Avenida São João, duas na Rua Conselheiro Nébias, na altura do número 314.

Na zona leste, uma ocupação ocorreu na Rua Doutor Carlos Guimarães, no Belém, uma delas em um prédio da CDHU, próximo à Avenida Celso Garcia. Na Rua Borges de Figueiredo, na Mooca, há uma edificação tomada. A última residência ocupada, às 4h, está localizada na Rua Rio Branco. A Polícia Militar informou que acompanha os movimentos e que não houve confronto com os manifestantes.

Em nota enviada à imprensa, os movimentos reivindicam moradia às pessoas que deixaram os edifícios São Vito e Mercúrio, na região do parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, que terminaram de ser demolidos pela prefeitura em maio deste ano. Pedem ainda que a prefeitura informe quando entregará os 53 prédios que seriam desapropriados, na região central, pelo Programa Renova Centro, medida anunciada pelo prefeito Gilberto Kassab em fevereiro deste ano.

A nota fala ainda em "5 mil unidades habitacionais para o atendimento no Programa de Locação Social; 5 mil atendimentos no Programa Bolsa Aluguel para situações emergências até o atendimento definitivo; atendimento da demanda dos movimentos de moradia que atuam efetivamente na área central há anos no empreendimento habitacional na área da SPU - Secretaria do Patrimônio da União/Pari (Feira da Madrugada), de acordo com o governo federal".

    Leia tudo sobre: sem-tetoocupaçãosão paulohabitação

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG