Sem-teto ocupam prédios e terreno em São Paulo

Famílias reivindicam moradias populares e pedem desapropriação de imóveis de devedores de impostos

iG São Paulo |

Os Sem-teto ocuparam, por volta da 0h30 desta segunda-feira, o Edifício Prestes Maia, próximo à estação da Luz, e um edifício na avenida 9 de Julho, 1084, que pertencia ao INSS, e estavam abandonados, além de um terreno na zona sul da capital paulista. Segundo os líderes da manifestação, ao todo, cerca de 2 mil famílias participam dos protestos e reivindicam 3.050 construções.

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Famílias acampam no Viaduto do Chá, em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo

As famílias também ocuparam um terreno na rua Henry Martin, 120, em M'Boi Mirim. Outras cerca de 700 pessoas sem-teto armaram barracas na calçada do Viaduto do Chá, ao lado do prédio da Prefeitura de São Paulo.

Ivaneti de Araújo, coordenadora do Movimento Sem-teto do Centro (MSTC), afirma que 172 famílias despejadas em 2007 do Edifício Prestes Maia ainda não têm onde morar, apesar de muitos prédios na região central estarem vazios. "Há mais de 400 imóveis vazios no centro, com dívidas milionárias de IPTU, que poderiam se tornar moradia de interesse social", diz.

Segundo ela, as mais de 100 famílias não conseguiram comprar a casa própria e deixaram de receber a ajuda de custo para o pagamento do aluguel. O MSTC pede, entre outras coisas, a reabilitação ou revalidação das cartas de crédito obtidas por essas famílias.

Os demais participaram do ato por terem sido despejados ou porque vivem de favor em casa de amigo ou de parentes. Ivanete defende que somente no prédio da 9 de Julho poderiam ser criadas 540 moradias.

A Frente de Luta pela Moradia (FLM) afirma que houve um breve confronto entre moradores e a Polícia Militar (PM), com uso de bombas de efeito moral e gás pimenta, atrás do edifício ocupado na avenida Nove de Julho. A corporação nega.

Em carta aberta, a FLM afirma que "moradia digna é um direito" e pede projetos de habitação popular e aquisição das terras por preços justos. Procurada, a Prefeitura de São Paulo ainda não se manifestou sobre o assunto.

*Com informações das agências Estado e Brasil

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