Sem-teto ocupam imóveis no centro de São Paulo

Cerca de 800 famílias ocuparam dois prédios no centro da cidade e outro na região do Brás

AE |

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Cerca de 800 famílias de sem-teto ligadas a movimentos que reivindicam moradia popular ocupam três imóveis na capital paulista, após três invasões e uma tentativa, ocorridas entre o final da noite de ontem e o início desta madrugada.

São 600 famílias em um prédio, segundo os sem-teto, abandonado há mais de 10 anos e pertencente ao governo federal, na rua São Joaquim, região da Liberdade, no centro. Mesmo com dois soldados do Exército fazendo a segurança do local, os sem teto entraram e ocuparam o interior do prédio.

Outras 400 famílias invadiram um prédio, de 13 andares, na altura do nº 125 da rua Conselheiro Crispiniano, também no centro. O prédio, segundo as famílias, foi adquirido pela Secretaria do Patrimônio da União para moradia popular há um ano e meio e até o momento não teve suas obras de reforma iniciadas. Minutos após a invasão, guardas civis metropolitanos foram até o local e retiraram as famílias, segundo elas, com violência.

Outra ocupação ocorre em um terreno e um galpão, ambos vazios e localizados na altura do nº 1.099 da avenida Rangel Pestana, no Brás. Segundo os invasores, cerca de 300, os imóveis pertencem ao INSS e já estariam comprometidos há mais de 12 anos com um projeto de construção de moradias populares.

Por volta das 23h45 de ontem, pelo menos 100 famílias tentaram invadiram um prédio particular, não ocupado e de seis andares, mas vigiado por seguranças particulares, na altura do nº 85 da rua Professor Romeu Pellegrini, na Vila Santa Eulália, região do Ipiranga, zona sul. O movimento reivindica a desapropriação do imóvel. Parte destas famílias que não conseguiram entrar no prédio foi para a frente do prédio localizado na Conselheiro Crispiniano.

A União Nacional por Moradia Popular pretende realizar hoje pelo menos 23 manifestações em 12 Estados. Em nota, o movimento afirma que luta por uma reforma urbana e por uma autogestão nas políticas públicas", e que uma "tragédia urbana abate as cidades, com milhões de famílias vivendo em áreas de risco, em bairros sem infraestrutura e ameaçadas de despejo".

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