Seguindo País, SP investe em assistência social

Capital paulista inaugura Centro de Referência da Assistência Social (CRAS)

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

A Pesquisa de Informações Básicas Municipais, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta sexta-feira, mostra que os governantes estão mais preocupados com a assistência social em suas gestões. Hoje, 97,9% dos municípios dizem oferecer serviços de proteção social básica, que atendem indivíduos em situação de vulnerabilidade social, mas que ainda mantêm vínculos com a família.

Divulgação
Mulher busca informação sobre atendimento no CRAS Lapa
Outras 87,6% das cidades afirmam disponibilizar proteção social especial para casos mais complexos, como pessoas em situação de rua, vítimas de maus tratos, violência doméstica, trabalho escravo e exploração sexual.

Na quinta-feira, foi a vez de São Paulo inaugurar seu 13º Centro de Assistência. Desta vez, a região da Lapa, na zona oeste, foi a escolhida para receber a unidade, com capacidade para atender até 6 mil famílias por mês. Ali, a função principal dos funcionários é ouvir as pessoas e encaminhá-las para a concessão de benefícios ou para serem atendidas por outros serviços municipais.

A cidade de São Paulo já conta com 31 CRAS, localizados dentro das subprefeituras, mas, segundo o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o objetivo é que até o final do ano todos eles tenham sedes próprias. “Em uma cidade que contrasta riqueza e pobreza, a assistência social é importante para reduzir a desigualdade”, afirma.

A secretária de Assistência Social e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, completa que “ficando nas subprefeituras, o CRAS não passava de um balcão de atendimento”. “Tem gente que vai ali reclamar de bueiro entupido, buraco ou pedir poda de árvore. A assistência social precisa de local próprio”, defende.

Segundo ela, os centros “abrem caminhos”. “Sozinhos eles não dão conta da questão dos moradores de rua, por exemplo, mas são fundamentais para fortalecer as famílias e evitar que outras pessoas cheguem às ruas”, considera. “Ajudam com a inclusão”.

Moradores e associações da Lapa comemoraram a chegada do serviço. Para o padre Lédio Milanez, do Instituto Rogacionistas, locais como o CRAS são importantes nas prefeituras porque aproximam quem precisa de auxílio de quem pode ajudar. “A assistência social é um direito universal garantido pela Constituição e não é só para quem é pobre, é para todos aqueles que estão em vulnerabilidade, como uma mulher vítima de agressão em casa”, diz.

Política incipiente

De acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, de 2005 a 2009, subiu de 80% para 92,6% o percentual de municípios com estrutura de secretaria para tratar da política de assistência. Apenas as cidades de Barão de Antonina (SP), Fama (MG), Monte Belo do Sul (RS) e Rio do Antonio (BA) declaram não possuir esse tipo de secretaria.

Apesar disso, normalmente, as cidades limitam-se a oferecer apenas serviços básicos. O acolhimento de crianças e adolescentes está presente somente em cerca de um quarto das cidades e o acolhimento de idosos em 20,6% dos municípios, segundo o IBGE. Situação ainda pior ainda é verificada no atendimento à população de rua (5,2% ) e nos serviços de acolhimento de mulheres (2,7%).

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