Seca faz São Paulo ter o dia mais poluído do ano

Cinco das 17 estações de medição da qualidade do ar da Cetesb tiveram a classificação "má"

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São Paulo teve na quarta-feira o dia com o ar mais poluído neste ano. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), cinco das 17 estações de medição de qualidade do ar na Região Metropolitana registraram a classificação "má", enquanto outras sete foram classificadas como "inadequadas". Nenhuma conseguiu índice bom. O ozônio foi o grande vilão.

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Nuvem de poluição vista a partir do bairro do Limão, na zona norte da capital, na manhã desta quinta-feira

Na capital, as piores áreas foram a Universidade de São Paulo (USP) e o Parque do Ibirapuera, onde os níveis do gás chegaram a 203 - o aceitável é até 101. A qualidade do ar também estava "má" em Santo André, São Caetano do Sul e Mauá - neste último, o ozônio chegou a 207. No interior, o destaque negativo foi São José dos Campos, onde o índice do poluente foi de 204. 

A alta concentração de ozônio contribui para o aumento dos problemas causados pelo ar seco - que ontem também registrou valores recordes no ano. O pico foi entre 14 e 16h: 13% de umidade relativa do ar, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O índice ficou apenas a um ponto porcentual do estado de emergência (12%), em que se recomenda a interrupção de atividades ao ar livre por causa de riscos à saúde. O nível considerado adequado é de 60%.

 No organismo a baixa umidade e o alto índice de ozônio se refletem em sintomas como tosse seca, coceira na garganta, cansaço e ardor nos olhos. "Os dois fenômenos têm efeitos bem parecidos e podem agravar a situação de quem já tem algum problema respiratório", disse a gerente de qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins.

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