São Paulo tem pior série de dias secos em 10 anos

Há oito dias, umidade relativa do ar está inferior a 30% e cidade vive em estado de atenção

AE |

selo

A cidade de São Paulo enfrenta a maior sequência de dias secos dos últimos dez anos. Há oito dias, os paulistanos vivem sob umidade relativa do ar inferior a 30%, o que configura estado de atenção. Em algumas tardes, esse índice chegou a alerta, com valores inferiores a 20%. Com o afastamento da frente fria que se aproximava do Estado, essa sequência ainda deve ser ampliada, porque a previsão é de chuva só para o 7 de setembro.

O jornal O Estado de S. Paulo obteve dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sobre a umidade nos meses de junho, julho e agosto, desde o ano 2000 até ontem. De acordo com os meteorologistas, a umidade cai drasticamente no inverno e muito raramente em outras estações.

Os índices do levantamento são da medição manual da estação do Mirante de Santana, zona norte, sempre às 15h. Conforme essa medição - usada oficialmente nas comparações históricas -, a capital paulista esteve sob situação de estado de alerta em apenas nove vezes nos últimos dez anos: 2000 (1), 2001 (1), 2003 (3) e 2007 (2) e 2010 (2). Na medição automática - que é usada pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) -, somente neste ano foram registrados níveis abaixo de 20% ao longo de toda semana.

Na quinta-feira, a umidade do ar neste parâmetro foi de 14% - a menor do ano ocorreu na quarta-feira, 13%. O índice ficou apenas a dois pontos porcentuais do nível considerado de emergência (12%), em que se recomenda até interrupção de atividades ao ar livre, por causa dos riscos à saúde.

O ano de 2006 foi o que mais se aproximou da situação atual dos paulistanos. O inverno daquele ano teve dez dias em estado de atenção, mas não em sequência - o que ameniza a sensação de incômodo. Além disso, em nenhum dia a umidade do ar foi menor que 20%.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG