São Paulo tem perfil mais velho que restante do País, diz Seade

Estudo elaborado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados é baseado no Censo Demográfico 2010

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O estudo Retratos de São Paulo em 2010, elaborado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), mostra que a população paulista tem um perfil mais velho que o do restante do País. A relação de pessoas com até 29 anos no total da população paulista é menor que a proporção desta faixa etária no cenário nacional. Já dos 30 anos em diante, a relação de habitantes no total da população é maior em São Paulo que no restante do Brasil. Em ambos os casos, porém, a faixa etária que vai de 15 a 29 anos responde por mais de 25% da população, o maior contingente tanto no Estado quanto em todo o País.

O levantamento, feito com base nos primeiros dados do Censo Demográfico 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que São Paulo concentra 21,6% dos brasileiros. No entanto, o aumento populacional dos paulistas fica um pouco abaixo da média nacional, 1,09% ao ano ante 1,17%, respectivamente. Dentro desse crescimento, destaque para a faixa acima dos 45 anos, que subiu 3,58%. Por outro lado, o índice de crescimento da população mais jovem, até 14 anos, foi de -0,95%. A densidade domiciliar média no Estado é de 3,22 habitantes por residência, ante média nacional de 3,33 habitantes por domicílio.

Ao todo, 63,9% dos habitantes paulistas se declararam brancos no Censo 2010, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas. Nos outros Estados, conforme o relatório da Seade, a população declarada parda ou preta é majoritária (55,2%). Na relação por gênero, São Paulo é dominado pelas mulheres - para cada 100 delas existem 95 homens. Entre os idosos, essa diferença é ainda maior: oito homens para cada dez mulheres na faixa etária que vai dos 60 aos 69 anos e quatro homens para cada dez mulheres entre as pessoas com mais de 90 anos. A taxa de analfabetismo no Estado é de 4,3%, ante 9,6% no País.

Renda

O estudo informa que 7% da população em situação de extrema pobreza está em São Paulo, o que representa 1,1 milhão ou 2,6% dos habitantes do Estado. Os domicílios com renda per capita de meio a três salários mínimos somam 66,1% em São Paulo. No Brasil são 58%. Já as residências com renda de até meio salário mínimo por morador chegam a 14,8% do total em São Paulo e a 27,7% no restante do País.

O acesso a serviços públicos em São Paulo também ficou acima da média nacional. Segundo a pesquisa, 99% das residências paulistas têm abastecimento de água e 92% possuem rede sanitária ou fossa séptica. Os números do restante do Brasil ficam em patamares menores: 93% e 70%, respectivamente.

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