São Paulo tem 12 pontos de 'racha relâmpago'

De acordo com a polícia, agora adeptos de racha marcam corridas pela internet em pontos diferentes

AE |

Para escapar de blitze da Polícia Militar, adeptos de rachas em ruas de São Paulo passaram a combinar as corridas ilegais por telefone ou internet, momentos antes de sair de casa. São os "rachas espontâneos", ou "relâmpago", modalidade que substitui antigos pontos fixos. Mas ainda existem 12 ruas e avenidas da cidade mais procuradas para a prática.

Segundo levantamento do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), grandes avenidas, com retas de pelo menos 400 metros de extensão (tamanho oficial de uma pista de arrancada) - como a avenida Roberto Marinho, na zona sul, e a Marginal do Pinheiros na altura da raia olímpica da USP, na zona oeste - são os pontos mais procurados. "Como aumentou a fiscalização após a lei seca, adeptos do racha perderam os pontos fixos, que coincidiam com áreas de bares e casas noturnas. E adaptaram-se criando encontros combinados na hora", diz o capitão Paulo Sérgio Oliveira, do CPTran.

Mídias sociais são usadas pelos "rachadores" para combinar os encontros. "Costumo combinar via MSN, Twitter ou Orkut, só avisando que estou saindo de casa, em direção a algum 'pico'", conta o estudante Diogo, de 18 anos, que não quis divulgar o sobrenome. "Vou até um posto perto da raia da USP, ou no fim da avenida Ricardo Jafet (no Ipiranga, zona sul), onde sempre tem alguém querendo 'brincar'."

"O pior dos rachas na cidade já passou, mas ainda acontece dessa forma esporádica, difícil de fiscalizar. Eles vasculham a região antes, para ver se há blitze e depois fazem os rachas", disse o tenente Cleodato Moisés, do Comando de Policiamento da Capital.

Para combatê-los, o CPTran vai treinar policiais para vasculhar sites de mídia social. No ano passado, foram apreendidos nove veículos em rachas nas ruas da capital; em 2007, antes da lei seca, foram 25 apreensões.

"Pega" no Rio

Um possível racha, que na cidade do Rio de Janeiro é conhecido como "pega", pode ter sido a causa da morte do músico Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho de Cissa Guimarães e de Raul Mascarenhas. Ele andava de skate quando foi atropelado e morto na madrugada da última terça-feira, no Túnel Acústico, na zona sul fluminense.

De acordo com os dois amigos que acompanhavam Rafael, um Siena preto, que atingiu o músico, e um Honda Civic disputavam um "pega" . "Nós vimos os dois carros passando no sentido que estava aberto, para a Barra (da Tijuca, zona oeste). Eles estavam em alta velocidade, sim. Estava batendo pega", disse Luiz Quinderé, 19 anos.

*Com informações do iG São Paulo

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