São Paulo ganhará 11 zonas de proteção para pedestres

Cidade implantará sinalização específica, reforço de agentes de trânsito para garantir que motos e carros não invadam as faixas

AE |

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A cada quatro mortos no trânsito paulistano, dois são pessoas que se aventuram entre motos e automóveis para atravessar uma via. A aposta para reverter esse problema na cidade de maior frota do País (7 milhões de veículos) é criar 11 zonas de proteção ao pedestre, que servirão de modelo para o resto da capital.

O programa será anunciado no dia 11 pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Os locais de segurança serão chamados de Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP) e terão, além de sinalização específica, reforço de agentes de trânsito para garantir que motos e carros não invadam as faixas de pedestre durante a travessia das pessoas. Orientadores de tráfego também vão usar bandeiras para sinalizar que os veículos devem parar.

"Não queremos que seja uma campanha que parta unicamente da Prefeitura. É preciso que seja algo com a participação do poder público, mas que envolva toda a população para ajudar a conscientizar sobre a importância de respeitar o pedestre", diz o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco. A meta da Prefeitura é reduzir pela metade os atropelamentos - a média de redução anual, por enquanto, é de menos de 10%.

Campanha

A fase inicial da campanha pela redução de atropelamentos prevê que marronzinhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e orientadores de tráfego trabalhem principalmente na conscientização dos motoristas sobre a importância de respeitar os pedestres. A orientação será não só fiscalizar, mas também evitar que as infrações aconteçam. Após um período de avaliação, que deve durar cerca de um mês, a aplicação de multas para quem desrespeitar a Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP) será intensificada.

Sempre que a pessoa pisar sobre a faixa de pedestres nos 11 pontos escolhidos, orientadores de tráfego vão balançar bandeiras na frente dos veículos. Agentes da CET, cujo efetivo será reforçado nessas áreas, também deverão parar o trânsito para garantir a travessia segura. "O objetivo é envolver a sociedade. Mas, depois de um tempo, haverá intensificação da fiscalização, até para que os motoristas saibam que serão punidos se descumprirem as regras", diz o secretário dos Transportes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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