Médico especialista em reprodução assistida é acusado de 56 crimes sexuais contra ex-pacientes

Roger Abdelmassih em foto de 2009, ao ser retirado de sua clínica em São Paulo
AE
Roger Abdelmassih em foto de 2009, ao ser retirado de sua clínica em São Paulo
O médico Roger Abdelmassih, acusado de ter cometido 56 crimes sexuais contra ex-pacientes, entregou ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) um pedido para cancelar seu registro. O pedido, feito na semana passada, está em análise.

O registro profissional do médico está suspenso desde quando ele foi preso, em agosto do ano passado. Abdelmassih era tido como um dos maiores especialistas do País em reprodução assistida e ficou preso entre 17 de agosto e 24 de dezembro . Atualmente, responde à Justiça em liberdade.

As ex-pacientes afirmaram à polícia que o médico aproveitava o momento em que elas estavam sob o efeito de sedativos para cometer abusos sexuais. Abdelmassih era dono de uma clínica de fertilização em uma área nobre da capital paulista.

O caso

Em junho de 2009, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih por estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes, segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo delas durante os atendimentos.

As vítimas disseram ter surpreendido o médico tocando-as quando começavam a despertar dos efeitos da anestesia que recebiam para os procedimentos de extração ou de implantação de óvulos.

Abdelmassih nega as denúncias e alega que em todos seus procedimentos eram acompanhados por enfermeiras e atribui as acusações a alucinações sofridas pelas pacientes pelos efeitos da anestesia.

*Com informações do iG São Paulo

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