Julgamento de Lindemberg Alves é retomado em Santo André

Irmãos de Eloá foram ouvidos e reafirmaram que Lindemberg era ciumento e violento com a jovem

Carolina Garcia, iG São Paulo |

Carolina Garcia
Membros da promotoria e a juíza do caso, nesta terça-feira
Recomeçou por volta das 9h25h desta terça-feira, no fórum de Santo André, o julgamento de Lindemberg Alves, acusado de matar a ex-namorada Eloá Pimentel, em outubro de 2008. O julgamento foi reiniciado com o depoimento de Ronickson Pimentel Santos, irmão de Eloá . Na sequência começaram os depoimentos das testemunhas de defesa. 

A primeira testemunha de defesa a falar foi o advogado Marcos Antonio A. Cabello, que participou da negociação com Lindemberg durante o cárcere. Ele falou por cerca de 15 minutos.

A ordem dos depoimentos causou uma discussão durante a sessão. A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel, entrou para depor, mas foi descartada pela defesa. Após isso, ela deixou o plenário e disse que se sentiu humilhada . Por fim, voltou ao plenário para acompanhar a sequência dos depoimentos.

Após a confusão com a mãe de Eloá, o filho mais novo de Ana Cristina, Ewerton Douglas, falou por cerca de 45 minutos antes do intervalo de almoço . Para ir se alimentar, a advogada de Lindemberg, Ana Lúcia Asad, precisou de escolta policial para deixar o fórum.

Na volta dos depoimentos, é a vez do jornalista da TV Bandeirantes, Rodrigo Hidalgo, ser ouvido..

No primeiro dia de júri, ocorrido nesta segunda-feira, outras testemunhas que participaram do cárcere de mais de cem horas foram interrogados. Para eles, o reú tinha a intenção de matar a ex-namorada .

Advogada: 'Para descobrir a verdade não precisa ter pressa', diz defesa de Lindemberg

No primeiro dia do julgamento, foram ouvidas quatro testemunhas da acusação , três amigos de Eloá que foram mantidos reféns junto com ela – Nayara Rodrigues, Iago de Oliveira e Vitor de Campos – e um policial militar, o sargento Atos Valeriano, que participou das primeiras negociações.

Réu: Lindemberg fica nervoso durante depoimento de amigo de Eloá
Nayara: "Era certo que ele ia matá-la"
Crime: relembre o caso Eloá
Defesa: "Ele é um bom rapaz, ingênuo"
Advogado: "Ele tinha intenção de matar"

Uma linha que deve ser seguida pela advogada do acusado, Ana Lúcia Assad, é a de que Lindemberg não teria disparado os três tiros (dois contra Eloá e um contra Nayara) depois da invasão da polícia, no último dia do sequestro. Essa hipótese foi levantada inclusive após o depoimento de Nayara Rodrigues. Em sua fala, a amiga de Eloá disse: “Ouvi três disparos, foram feitos depois que a polícia entrou”.

Após o término de todos os depoimentos, Lindemberg deve dar a sua versão dos fatos. Depois disso, ocorrem os debates entre promotoria e defesa – cada parte terá 1h30 para defender suas teses. Lindemberg está sendo julgado por 12 crimes.

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