Rajada de vento causou queda de balões em Boituva, diz laudo

Levantamento técnico realizado pela Confederação Brasileira de Balonismo aponta que ventania de 60 km/h passou antes do previsto

iG São Paulo |

Uma rajada de vento de 60 quilômetros por hora foi a causa do acidente que derrubou dois balões em Boituva, interior de São Paulo, no dia 30 de outubro, e matou três pessoas, sendo um casal e o piloto. É o que aponta um laudo técnico realizado pela Confederação Brasileira de Balonismo, a pedido da Polícia Civil.

Para o vice-presidente da Confederação, o piloto não teve condições para evitar o acidente. “O balão estava voando a uma velocidade de 11 quilômetros por hora, considerada tranqüila, quando bateu um vento seis vezes mais rápido que isso. O piloto não tinha a menor possibilidade de controlar o balão.”

De acordo com o vice-presidente, os meteorologistas, que trabalharam no laudo, chegaram à conclusão que uma massa de ar quente com ventos fortes e chuva, chamada “pré-frontal”, passou pela região duas horas antes do previsto, o que impediu que os pilotos abortassem a decolagem.

Para a conclusão do inquérito policial, a corporação ainda aguarda os resultados dos laudos da Polícia Técnico Científica e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Jornal Primeira Impressão
Um dos balões caiu dentro de propriedade rural
O acidente

O acidente aconteceu no dia 30 de outubro, em Boituva, interior de São Paulo, deixou 14 pessoas feridas e matou o piloto Antonio Carlos Giusti e o casal Daniela Gonçalvez Ciarollo e Franklin Ciarollo, ambos de 31 anos, que fazia um passeio. O acidente foi o primeiro com balões a provocar morte no Brasil.

Segundo o balonista Johnny Alvarez, de 37 anos, que pilotava outro balão no dia do acidente, uma forte rajada de vento foi a causa da queda. Alvarez, dono da empresa de balonismo Johnny do Balão, conseguiu pousar num campo e foi resgatado com dois amigos. "A frente fria se antecipou à previsão e nos pegou de surpresa", disse.

Alvarez contou que os balões se aproximavam do ponto de pouso, quando foram arrastados pelo vento. No total, tinham decolado do Centro de Paraquedismo oito balões, segundo ele, mas apenas três - o dele e os dois que caíram - foram apanhados pela rajada.

De acordo com Alvarez, o piloto Antonio Carlos Giusti, uma das vítimas, era muito experiente. Os balões que caíram em um campo e em uma usina da rodovia Castelo Branco, altura do km 112, tinham oito pessoas a bordo e nove, respectivamente.

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