Quadrilha invade shopping e rouba joalherias em SP

Na fuga, houve troca de tiros e dois seguranças foram baleados; um deles foi atingido na cabeça e está internado, em estado grave

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Em mais uma ação registrada em um shopping center de São Paulo, homens armados com pistolas semiautomáticas invadiram neste sábado o Santana Parque Shopping, na zona norte da cidade, e roubaram duas joalherias localizadas no piso térreo. Houve troca de tiros e dois seguranças foram baleados. Eles foram encaminhados ao Pronto Socorro do Hospital do Mandaqui, na zona norte da cidade. Um deles foi atingido de raspão, medicado e liberado em seguida. O outro, baleado na cabeça, foi internado em estado grave. O hospital ainda não informou seu estado de saúde.

A Polícia Militar chegou a confirmar a morte do funcionário, mas a Secretaria da Segurança Pública do Estado desmentiu a informação. Este foi o quarto assalto contra joalherias ocorrido em São Paulo neste ano.

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Fachada do shopping, que foi invadido por assaltantes no sábado
A ação ocorreu por volta das 22h30 de ontem. Os alvos do grupo foram as joalherias Casa das Alianças e JK Alianças. De acordo com o capitão Marcelo Maiolino, do 18º Batalhão da Polícia Militar (PM), os seguranças foram socorridos por ambulâncias do shopping e nenhum cliente foi ferido. Durante a madrugada, a perícia da polícia trabalhava no local e não havia informações sobre se o shopping funcionaria hoje. A polícia ainda não havia confirmado o número de assaltantes: entre seis e dez homens teriam participado do assalto. Todos fugiram.

A cabeleireira Luciana Garcia, de 35 anos, fazia compras no local com as filhas, de 8 e 16 anos. Segundo ela, como era véspera do Dia dos Pais e as lojas funcionariam até as 23 horas, o shopping ainda estava lotado. "Acabei de entrar em uma loja e já estavam atirando. Tinha muito tiro, muita gente gritando. Corri com as minhas filhas para me esconder e só saí meia hora depois com escolta da polícia", relatou. "Mães com bebês de colo deixaram os carrinhos para trás e saíram correndo."

Testemunhas contam que as sessões de cinema foram interrompidas por volta da meia-noite e os espectadores abandonaram as salas pelas saídas de emergência, onde receberam vouchers (vales) como reembolso. O pedagogo Marcos Borges Pereira da Silva, de 43 anos, já tinha saído do cinema e estava com a família na praça de alimentação quando o tiroteio começou. "Corri para dentro de uma loja que baixou as portas", conta. Várias pessoas fizeram o mesmo.

À 1 hora, assim como a cabeleireira Luciana e outros clientes, Silva estava na porta do shopping aguardando para retirar o carro, liberado 15 minutos depois. Seguranças acompanharam as pessoas que tinham comprovantes de estacionamento para que entrassem por uma porta lateral e a estadia não foi cobrada.

Com informações do iG São Paulo

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