Protestos e paralisação afetam transporte coletivo em São Paulo

Buscando reajuste salarial, motoristas e cobradores interrompem funcionamento de parte da frota de ônibus da cidade

iG São Paulo |

AE
Passageiros lotam ponto de ônibus da avenida Faria Lima, na capital paulista, nesta terça-feira
Os paulistanos que utilizam o transporte coletivo enfrentam dificuldades de locomoção nesta terça-feira. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP-Urbanuss), motoristas e cobradores de ônibus iniciaram uma paralisação no início da tarde e, às 18h30, 20% dos ônibus da cidade estavam fora de circulação.

A São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), orgão que controla os ônibus da cidade, informou que ainda não tem uma parcial de quanto ônibus estão fora de ação ou quantas pessoas foram afetados pela paralisação. De acordo com a SPTrans, manifestantes bloquearam a saída do Terminal Lapa, na zona oeste, e a polícia estava no local para liberar o terminal.

Segundo o SP-Urbanuss, em busca de um reajuste salarial, a classe optou pela greve e atua nas garagens das 15 empresas de transporte coletivo da capital. Ao todo, São Paulo conta com uma frota de 8 mil ônibus. Segundo a SPTrans, 6,1 milhões de pessoas que dependem diariamente do transporte público em São Paulo.

A previsão é que uma assembleia aconteça durante a madrugada para decidir se a paralisação irá permanecer nesta quarta-feira. Os motoristas ameaçam retardar a saída de ônibus das garagens da empresas, o que pode afetar o trânsito na capital paulista durante toda a manhã.

Sindicato

Segundo Nailton Francisco de Souza, coordenador do Departamento de Comunicação do Sindicato dos Motoristas, o sindicato reivindica desde março algumas pautas junto às empresas. Uma reunião entre os representantes deveria ser realizada na última sexta-feira, 13, mas ela foi transferida para ontem e depois para hoje. Como esta não aconteceu, os trabalhadores decidiram fazer a paralisação.

Entre as reivindicações estão a correção da inflação entre maio de 2010 a abril deste ano, pelo índice do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o que equivale a um aumento de aproximadamente 7,3%. Além disso, exigem um aumento real de 5%, mais participação dos resultados do período, aproximadamente R$ 1.100. Outra reivindicação é o aumento do vale refeição de R$ 11 para R$ 15. 

Com AE

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