Protesto reúne familiares de vítimas da cratera do metrô

Manifestantes protestam contra parcerias público-privadas em obras do Estado

iG São Paulo |

Um grupo de cerca de 20 manifestantes se concentrava nesta manhã na porta da nova Estação Pinheiros da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Linha 4 - Amarela, na zona oeste da capital, que será inaugurada hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Os manifestantes são formados por integrantes de centrais sindicais e familiares das vítimas do acidente que, em 2007, deixou sete mortos no local onde será inaugurada hoje a estação. 

AE
Manifestantes aguardavam chegada de Alckmin em frente ao Metrô de Pinheiros

O grupo, que carrega cartazes de protesto, aguarda a chegada de Alckmin. A maior parte do grupo integra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários de São Paulo, que é contra parcerias público-privadas (PPP) em obras de transporte coletivo no Estado.

Entre os parentes dos mortos no acidente de 2007 estão os tios do cobrador Wescley Adriano, que trabalhava na van que foi engolida pela cratera do metrô. A tia dele, Joseli Ferreira de Araújo, afirma que o Consórcio ViaQuatro ainda não indenizou a família. "Ainda não foi fechado o acordo, e a família ainda não foi amparada pelo consórcio", disse.


Indenizações

Após pouco mais de quatro anos da “a cratera do Metrô”, como o trágico episódio ficou conhecido, segundo a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, 65 processos indenizatórios foram protocolados – sendo eles realizados entre proprietários, inquilinos e familiares das vítimas fatais. Desse total, 61 alcançaram acordos, entre eles, 32 com inquilinos, 28 com proprietários e um com familiares de uma das vítimas. Ao todo, entre adultos e crianças, as indenizações bem sucedidas envolveram 145 pessoas. Segundo nota oficial da Defensoria, os acordos foram fechados e acompanhados entre 24 de janeiro e 23 de agosto de 2007.

Já segundo as assessorias de imprensa do Metrô e do Consórcio Via Amarela, até o momento, 63 indenizações foram realizadas com sucesso, existindo apenas dois acordos ainda em curso - patrocinados pela Defensoria Pública. Procurada pelo iG , a Defensoria negou que esteja acompanhando os processos pendentes de indenização. A última atualização dos números dos processos, segundo assessoria, feita em 2008, apontava que em quatro processos, e não dois, “os proprietários constituíram advogado particular para prosseguimento do pedido de indenização”.

*com AE

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