Pronto, viaduto na zona leste de São Paulo está sem acesso

Para liberar via, prefeitura deve desapropriar cerca de 30 imóveis vizinhos

AE |

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Depois de 18 anos de reivindicações, os moradores do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, ganharam um viaduto para desafogar o trânsito da Radial Leste. Mas a nova estrutura estaiada de 160 metros de comprimento, construída sobre a Avenida Salim Farah Maluf a 65 metros de altura, não pode ser ligada ao sistema viário até que a Prefeitura consiga desapropriar cerca de 30 imóveis vizinhos. E alguns desses casos já são discutidos na Justiça.

No lugar das casas, parte delas localizadas na Rua Padre Adelino, o governo precisa construir as alças de acesso ao viaduto, que está pronto desde dezembro. Não há mais operários no local há duas semanas, o que deixa apreensivos comerciantes e moradores da região. Quem considerava a obra de R$ 130 milhões um novo cartão-postal para a zona leste agora teme que a ponte vire um "elefante branco" sem uso por vários anos.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura limitou-se a informar que "os viadutos estão concluídos, faltando apenas as alças direcionais e o sistema viário de acesso das pontes, dependentes de desapropriações, cujo processo está em fase final". O governo diz que 80% da obra está concluída, mas não informa, entretanto, quantos imóveis serão desapropriados nem quantos proprietários questionam a remoção na Justiça.

Pela projeção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), passarão pelo viaduto estaiado do Tatuapé cerca de 30 mil veículos por dia. Parte dos motoristas que vão usar o viaduto virá da Radial Leste, que tem fluxo de 120 mil carros/dia e é uma das vias mais congestionadas da capital paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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