Promotores acompanham investigação de assalto em São Paulo

Designação foi feita Procuradoria-Geral de Justiça. Assaltantes roubaram cofres particulades de agência do Itaú, na Av. Paulista

AE |

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Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) foram designados para acompanhar as investigações sobre o assalto à agência do banco Itaú na avenida Paulista.

Durante a ação, criminosos arrombaram 138 cofres que pertenciam a 120 clientes do banco entre os dias 27 e 28 de agosto. A designação foi feita na quinta-feira (8) pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Identificação de suspeitos

A Polícia Civil de São Paulo afirmou neste sábado que conseguiu identificar dois suspeitos de participação do arrombamento de cofres na agência do Banco Itaú, na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, nos dias 27 e 28 de agosto. A identificação foi possível, segundo a polícia, a partir do exame das imagens do circuito de segurança do banco . Os nomes não foram revelados.

O roubo aos cofres particulares pode ter sido orquestrado por uma quadrilha especializada no furto de joias. A forma "limpa" como os criminosos agiram, sem violência excessiva, levam a polícia a apontar essa como uma das principais hipóteses.

Segundo policiais, os bandidos que praticam roubo a banco agem mesmo durante o dia, usando normalmente fuzis e não há nenhuma especialização entre seus integrantes. Já as características da ação são completamente diferentes. No boletim de ocorrência consta que os criminosos usavam apenas pistolas. "Poderia ter sido um furto, não fosse o fato de terem dominado os vigilantes", afirma uma das pessoas ligadas à investigação.

O grupo contou com ajuda especializada, incluindo um arrombador de cofres. Na hierarquia do crime, é um dos profissionais mais valorizados, e costuma receber alta remuneração. Normalmente, é contactado por ladrões de joias e não mantém relação com a quadrilha após a ação.

Furadeiras, serras de diversos tipos, compressores, transformadores, maçaricos e cilindros de oxigênio e acetileno, entre outros equipamentos profissionais, foram usados pelos criminosos. "Com certeza, mais da metade do grupo era formada por pessoas com conhecimentos específicos. Só elas saberiam usar esse material", diz um dos responsáveis pela investigação. A polícia já procura em seu banco de dados criminosos que possam estar nas ruas com esse perfil. Informantes também foram acionados para interceptar transações entre receptadores de joias.

Equipamentos

Além da 5.ª Delegacia de Repressão a Roubo a Banco do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), também atua na investigação a 2.ª Delegacia de Repressão a Roubo de Joias. Os equipamentos usados e deixados para trás pelos bandidos chegaram ontem ao Deic, 12 dias após o assalto.

O material foi periciado no dia do roubo, mas ainda não havia sido apresentado. O secretário estadual de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, apura os motivos da demora no início das investigações.

(Com informações da Agência Estado)

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