Projeto libera ampliação de hospitais em São Paulo

Regra beneficia planos de expansão aprovados até o fim de 2009 pela Prefeitura em regiões como Lapa, Morumbi, Tatupé entre outros

AE |

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O prefeito Gilberto Kassab (DEM) enviou à Câmara Municipal projeto de lei que libera a ampliação e a construção de hospitais em bairros saturados para novos empreendimentos. A regra beneficia os planos de expansão aprovados até o fim de 2009 pela Prefeitura de São Paulo em regiões como Lapa, Morumbi, Tatuapé, Bela Vista, Paraíso e Santa Cecília.

As reformas em andamento em unidades privadas como HCor, Oswaldo Cruz, Samaritano, Albert Einstein, Sírio-Libanês e Beneficência Portuguesa - que preveem 687 novos leitos na capital até o fim de 2012 - serão beneficiadas pela proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo. O projeto entrou na pauta da sessão extraordinária de ontem como prioridade e deve ser votado em primeira discussão no dia 27.

"Essas reformas foram planejadas na época em que ainda havia estoques nos bairros agora saturados. E são ampliações para abrigar novos equipamentos e obras de modernização. Os hospitais terão de pagar outorga onerosa do mesmo jeito", afirmou o líder de governo na Câmara, José Police Neto (PSDB). Ele cita como exemplo a reforma do Sírio-Libanês, na Bela Vista, que deve ganhar até o fim de 2012 torre de 18 andares com 20 salas de cirurgia e 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

"Quando o Sírio planejou essa reforma (em 2004), havia estoques de sobra na Bela Vista", afirmou o tucano. Police Neto, porém, reconhece que a alteração proposta pelo Executivo mostra a necessidade de revisão do Plano Diretor - em andamento na Câmara desde 2007 e barrado recentemente pela Justiça.

Localizado no Morumbi, onde os estoques para novas construções do Plano Diretor de 2002 acabaram em fevereiro de 2008, o Albert Einstein teve o projeto de ampliação aprovado em 2005. "Quando o Einstein foi pagar a outorga onerosa, já não existia mais estoque. É um absurdo. Nesse caso deve valer a aprovação dada na época em que ainda havia os estoques", avaliou o vereador Aurélio Miguel (PR). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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