Professora baleada por aluno passará por nova cirurgia em São Paulo

Hospital afirma que estado de saúde de Rosileide Queiros é estável. Professora foi baleada por aluno que se matou depois em escola

iG São Paulo |

A professora Rosileide Queirós Oliveira, de 38 anos, que foi baleada por um aluno que se matou em seguida, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, vai passar por uma nova cirurgia. A informação é do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, onde Rosileide está internada. O crime aconteceu na última quinta-feira (22) na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão.

Na sexta-feira (23), quando a paciente deixou a UTI, ela foi atendida por um ortopedista porque estava se queixando de dor no joelho esquerdo. Foi constatada uma fratura na patela, que pode ter sido causada durante sua queda que sofreu após ser atingida pelo tiro. Segundo o hospital ainda não há horário confirmado para a cirurgia e o procedimento será realizado pela equipe do Instituto de Ortopedia do HC. Rosileide está consciente e tem quadro estável , informa o hospital.

I nvestigações

A delegada Lucy Mastellini Fernandes, do 3º Distrito Policial de São Caetano, trabalha com duas linhas de investigação sobre o caso do menino D.M.N., que atirou contra a professora Rosileide. Uma hipótese é de que o crime tenha sido premeditado e outra de que foi uma “brincadeira que não teria dado certo”.

Na segunda-feira (26), a diretora da escola, Márcia Gallo , prestou depoimento e, segundo Lucy, contou que foi informada da possível brincadeira. Depois do crime, um aluno da sala de D.M.N. teria pedido aos pais para retornar à escola e conversar com a psicóloga. Para ela, teria dito que tudo foi uma brincadeira que não deu certo.

Na semana passada, outro aluno da sala de D.M.N. deu uma versão contrária e disse que o menino teria contato que tinha a intenção de matar a professora. A delegada explica que vai ouvir a psicóloga da escola e os colegas de turma de D.M.N. no início da semana que vem para saber o que o menino disse aos colegas e checar as duas versões.

Outros depoimentos

Ainda nesta semana, vão prestar depoimento a professora ferida, Rosileide, e o guarda civil municipal Milton Nogueira, pai de D.M.N. Lucy afirma que vai ouvir o irmão de D.M.N para saber se ele sabia que o menino pegou a arma do pai ou se desconfiava de algum comportamento do menor.

Volta às aulas

A delegada Lucy foi orientada por psicólogos da escola a não ouvir os alunos nesta quarta-feira (28), dia em que as aulas serão retomadas na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão. "Os psicólogos não acham bom ouvir os alunos na volta às aulas e na escola", ressalta a delegada, explicando que os depoimentos serão feitos em algum local da Prefeitura de São Caetano.

A Secretaria Municipal de Educação de São Caetano informou, em nota, que as aulas serão retomadas normalmente e que não está programada nenhuma homenagem por parte da escola. Desde a segunda-feira (26), "psicólogos têm trabalhado junto a educadores, direção e funcionários da escola a fim de programar a volta dos alunos", informa a nota.

Para garantir a segurança dos alunos, haverá reforça da Guarda Civil Municipal na entrada e saída das crianças e adolescentes na porta da escola. A Secretaria afirma que até o fim da tarde desta terça-feira, a Fundação Anne Sullivan e a Unidade da Criança e do Adolescente atenderam 23 crianças. "Os psicólogos conversam primeiro com as crianças e, em seguida com os pais ou responsáveis que os acompanham no atendimento a fim orientá-los como tratar do assunto em casa".

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