Professor cria chip que faz arma funcionar apenas com o dono

Chip é implantado na mão da pessoa e um sistema eletrônico vai dentro da arma. Só a conexão entre eles possibilita o disparo

Fernanda Simas, iG São Paulo |

O professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo Mario Gazziro criou um sistema de arma inteligente que só efetua disparos sob o comando do dono. Um chip é implantado na mão da pessoa e um sistema eletrônico é instalado na arma. A conexão entre eles é acionada por meio de uma mini antena e só então o disparo é efetuado.

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Mario Gazziro segura arma com o kit de segurança. Ao lado dele uma radiografia que mostra o chip implantado na sua mão
“O principal objetivo é a proteção contra a criança e o adolescente que muitas vezes convivem com armas em casa, além da proteção para que ninguém atire contra você usando a sua arma”, explica Gazziro. O projeto, que surgiu a partir de um filme de ficção científica em que armas eram acionadas com base no DNA de máquinas alvos, é pioneiro e as Parcerias Público-Privadas para a comercialização do invento já estão sendo feitas.

Segundo o professor, o mecanismo é usado nos Estados Unidos por pessoas que implantam o chip para poderem destravar seus notebooks, por exemplo. Para que a conexão entre a arma e o dono seja acionada é preciso uma bateria, que, atualmente, na fase de testes, é capaz de fazer a integração por até seis horas seguidas. Mas a intenção é que até fevereiro de 2012 essa duração seja ampliada para um número muito maior.

Teste

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Sistema que é colocado na arma para que ela responda ao chip
Desde agosto de 2010, Gazziro tem um chip instalado na própria mão e afirma não sentir nenhuma diferença. “Eu praticamente nem sinto, logo após a microcirurgia eu já não sentia o chip. Desde então eu faço leituras, hoje mesmo fiz uma, e o sistema está funcionando como o esperado.”

A intenção é que o produto chegue ao mercado em pouco mais de um ano e custe até R$ 250. “No fim do mês, policiais virão aplicar os chips para fazermos testes e estamos montando kits para a comercialização, assim a pessoa que já possui uma ‘arma burra’ pode transformá-la em inteligente, instalando o kit na arma velha”, conta.

Uso por policiais
Questionado se o uso dessas armas seria viável para um batalhão da Polícia Militar, por exemplo, Gazziro afirma que sim e que é possível que um grupo de pessoas tenha permissão para usar a mesma arma. “É possível uma corporação usar o mecanismo. O sistema depende da memória então eu consigo cadastrar mais de 10 mil usuários para acionarem uma arma”, explica.

Procura
“Policiais novos com filhos pequenos ou seguranças têm me procurado muito e perguntado se já podem comprar o kit porque eles trabalham com as armas e veem isso (kit) como uma segurança familiar”, afirma Gazziro sobre a procura pelo produto. “Eu não sou a favor nem contra as armas, mas já que tem tanta arma no Brasil e mundialmente a morte por arma de fogo está em segundo lugar entre as causas morte, essa é uma forma de ter mais segurança”, conclui o professor.

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