Processo sobre caso Mércia continua em Guarulhos

Juiz ainda marcou data para começar a ouvir as testemunhas na audiência de instrução: dia 18 de outubro

AE |

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A Justiça de Guarulhos decidiu nesta quinta-feira que o processo sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, encontrada no dia 11 de junho, continuará tramitando na Comarca. O juiz local ainda determinou que irá ouvir as testemunhas do caso durante a audiência de instrução no dia 18 de outubro, a partir das 9 horas. 

A defesa de Mizael Bispo de Souza, ex-namorado da vítima e principal suspeito do seu assassinato, pediu que a Vara Distrital de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, onde o corpo da advogada foi encontrado, seja responsável pelo julgamento. Mizael e o vigia Evandro Bezerra da Silva são réus no processo.

Em sua decisão, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano, da Vara Privativa do Júri de Guarulhos, também aplicou multa no valor de dois salários mínimos ao advogado de Mizael por ter alegado "inverdades na defesa prévia ofertada, na qual afirmou não ter tido acesso aos autos para formular defesa". 

A advogada foi morta após deixar a casa da avó, em Guarulhos, no dia 23 de maio. O corpo dela foi encontrado em uma represa de Nazaré Paulista. O vigilante foi preso no dia 9 de junho no município de Canindé do São Francisco, em Sergipe, por faltar a um depoimento na Polícia Civil sobre o caso.

Entenda o caso

Mércia foi vista pela última vez no início da noite do dia 23 de maio, no bairro Macedo, em Guarulhos, na casa da avó. Depois que saiu de lá, não fez mais contato com amigos ou a família.

Mércia e Mizael foram sócios e namorados. Em entrevista ao iG, antes mesmo de saber da morte da irmã, Cláudia Nakashima, disse que o namoro dos dois foi marcado por idas e vindas e muitas brigas. "Quando estava com ele Mércia era outra pessoa. Ela não podia falar com ninguém, vizinhos do prédio até falam que quando ela estava sozinha no elevador cumprimentava; quando estava com ele, abaixava a cabeça”, disse Cláudia.

No dia do sumiço de Mércia, o advogado alegou que foi visitar a filha e um irmão, com quem almoçou e, depois, saiu com uma garota de programa. Um fato que complicou a situação de Bispo é que o rastreador do carro dele mostrou que das 18h40 às 22h38 ele ficou estacionado em frente ao estacionamento do Hospital Geral de Guarulhos, em uma rua a menos de cinco minutos da casa da avó de Mércia.

No dia 11 de junho, um pescador encontrou o corpo de Mércia boiando em uma represa de Nazaré Paulista. No mesmo local, um dia antes, homens do Corpo de Bombeiros de Atibaia já haviam localizado o veículo da vítima, com todos os pertences dela dentro.

O laudo divulgado no último dia 20 de julho pelo Instituto Médico Legal (IML) diz que Mércia foi ferida por disparo de arma de fogo no braço esquerdo, na mão direita e no maxilar. Além desses ferimentos, ainda foi atingida no rosto por um outro objeto, que a perícia não conseguiu precisar qual foi. A causa da morte apontada no laudo é afogado. Para a polícia, ela teria sido jogada dentro do carro, ainda com viva, mas desacordada, na lagoa de Nazaré Paulista. Leia também a cronologia do caso .

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