Presos ladrões de carga que agiam na marginal do Tietê, em SP

Dupla foi presa na noite de ontem na zona sul da capital paulista com uma carreta roubada

AE |

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Policiais civis do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) detiveram, na noite de ontem, dois integrantes de uma das quadrilhas de roubo de caminhões e cargas que vêm agindo na Marginal do Tietê, um dos principais eixos de ligação entre as zonas oeste e leste da capital paulista.

Emerson Romero Catalani e Daniel Almeida Fernandes, ambos de 28 anos, foram presos na região do Grajaú, na zona sul de São Paulo, a cerca de 30 quilômetros do roubo, quando tentavam deixar o local em uma carreta Volkswagen, roubada por eles na manhã de terça-feira, 8, na Marginal do Tietê. O caminhoneiro, um paranaense, segundo a polícia, foi rendido pelos criminosos ao parar a carreta, carregada de aparas de papel.

A tática dos assaltantes foi a mesma que vem sendo utilizada pelos demais ladrões que vem agindo na Marginal. De dentro de um veículo de passeio, os assaltantes gritam para o caminhoneiro afirmando que um dos pneus está furado ou que há problemas com a carga. Depois de muita insistência, a vítima acaba acreditando que algo de errado há no veículo e para, momento em que é abordada e rendida.

"É o esquema dois em um. Em um roubo só conseguem dois objetivos: veículo e cargas. Em 60 dias prendemos quase 30 envolvidos neste tipo de crime", disse o delegado Marcelo Bianchi, do Deic. No caso do caminhoneiro, a vítima, após o roubo, voltou para o Estado de origem de ônibus, sem saber que o veículo havia sido abandonado pelos bandidos na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú.

Para ter certeza de que não havia rastreador via satélite na carreta, a dupla deixou o veículo estacionado na avenida localizada no Grajaú. Como ninguém apareceu, depois de quase 36 horas, Emerson e Daniel voltaram para o local em uma picape Fiat Strada, mas acabaram presos pelos policiais quando se preparavam para fugir com a carreta e a carga.

Segundo a polícia, Emerson já tem passagem por homicídio; o comparsa, por roubo. No bolso de Emerson foi encontrada a chave de um Gol branco. O veículo estava a dois quarteirões do local. "A vítima afirmou que um dos veículos utilizados no roubo poderia ser um Gol branco. Vamos chamar o motorista para realizar o reconhecimento", completou o delegado.

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