Preso ex-namorado de mulher assassinada na zona sul de São Paulo

Taxista de 40 anos é considerado suspeito de matar a vendedora Wanessa Peixoto; câmeras de segurança flagraram momento do crime

iG São Paulo |

O ex-namorado da vendedora Wanessa de Souza Peixoto, de 23 anos, assassinada no sábado (10) na avenida do Cursino, zona sul de São Paulo, foi preso em flagrante quando estava em sua casa, na Villa Arriete, região de Interlagos, também na zona sul. O taxista C.E.V, de 40 anos, foi encontrado ainda na tarde de sábado com um revólver calibre 38 e duas munições. Sem documentação, ele foi preso por posse ilegal de arma - crime que não tem direito à fiança.

Veja imagens: Câmeras flagram assassinato em avenida movimentada da zona sul

“Em depoimento, familiares da vítima afirmaram que eles tinham uma relação conturbada”, disse o delegado Airton Sante Amore, assistente do 16º DP. A polícia já solicitou à Justiça a prisão temporária do taxista que afirmou estar trabalhando na hora da morte da jovem.

Segundo depoimentos de familiares da vítima, o suspeito era casado por 20 anos e deixou a esposa para ficar com Wanessa. Os dois namoraram por três anos, chegaram a morar juntos e estavam separados há quatro meses, quando o homem voltou a viver com a ex-mulher.

Mesmo depois do fim do relacionamento, Wanessa e o ex-namorado continuavam brigando, afirmam parentes e amigos. A arma foi periciada e o taxista passou por um exame para verificar se há registros de pólvora. Celulares e um notebook foram apreendidos e também serão periciados.

Cenas das câmeras de segurança:


O caso


Wanessa foi baleada às 7h no cruzamento da rua Marcos Fernandes com a avenida do Cursino, no Jardim da Saúde, zona sul da capital. A jovem chegou a ser socorrida com vida por policiais militares ao Pronto-Socorro Ipiranga, mas não resistiu. De acordo com testemunhas, a vítima foi baleada por um homem que pilotava uma moto, mas ninguém conseguiu identificar as placas ou o modelo do veículo.

Dentro do carro foram encontrados, além do telefone celular, um aparelho de GPS, um carregador e o rádio do carro. Os documentos de Wanessa, porém, não foram encontrados – segundo o tio da jovem, ela não andava sem a bolsa.

Câmeras de monitoramento registraram o assassinato. As imagens estão sendo analisadas pela polícia. A princípio o caso foi registrado como latrocínio, roubo seguido de morte.

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